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A queda expressiva de algumas despesas, como a com alimentação fora do domicílio, é uma das consequências mais visíveis do isolamento social imposto pela pandemia de covid-19 no orçamento pessoal e das famílias. Embora menos nítidas, houve outras mudanças nos gastos domésticos, com o consumo maior de itens que se tornaram mais necessários para as pessoas na quarentena.

Também mudou o comportamento de vários preços, especialmente os com maior peso no novo orçamento familiar. Nem todas essas variações foram, porém, captadas com precisão pelos diferentes índices de inflação, montados com base na estrutura de consumo predominante nas diferentes classes de renda.

A mudança dos hábitos de consumo e da estrutura dos gastos familiares decerto resultou em impactos diferentes dos preços sobre os orçamentos domésticos. Essa nova característica da inflação está explicitada no fato de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15, calculado entre os dias 16 do mês anterior até o dia 15 do mês de referência) de agosto do IBGE ter tido variação muito baixa, de 0,23% na Região Metropolitana de São Paulo, e a cesta com os itens mais consumidos na pandemia ter tido alta média de 8,10%.

Essa diferença foi constatada por um recorte especial feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) nos principais itens que compõem os índices de preço para aferir o impacto do coronavírus sobre os gastos familiares.

Para avaliar esse impacto, a Federação montou a “cesta pandemia”, com as cinco categorias mais consumidas. Todas registraram em agosto alta maior do que a de um ano antes: alimentação no domicílio (11,11%), alimentação e bebidas (7,96%), habitação – artigos de limpeza (4,16%), serviços de saúde (6,09%) e cuidados pessoais (4,72%).

O levantamento da FecomercioSP constatou que as famílias têm dado prioridade a compras de itens básicos (alimentos, produtos de higiene, produtos de limpeza e gastos com saúde. “Por cautela ou porque houve restrição orçamentária no período, os hábitos de consumo foram alterados”, diz nota da FecomercioSP.

Sua recomendação é de que as famílias busquem alimentos em época de safra e as empresas fiquem atentas aos itens de maior procura. Com informações de Estadão.


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