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Amilcar Júnior – O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Ricardo Peixoto, em entrevista a Folha de Boa Vista, disse que não recomenda, pelo menos neste momento, que brasileiros escolham Venezuela para fazer turismo. O país enfrenta problemas institucionais, o que provocou uma onda de protestos e instabilidade política.

“Tivemos conhecimento de que brasileiros estariam com problemas na Venezuela. Não é a primeira vez. Nas alcabalas (barreiras de fiscalização), a Guarda venezuelana cobra além do que deve, faz uma “lavagem” e revista. Eles sequestram dinheiro dos turistas e criam enormes dificuldades. Por isso, diante dos problemas institucionais na Venezuela, que se agravam dia a dia, a Abav não recomenda a ida de brasileiros àquele país por uma questão até de segurança”, alertou.

Peixoto lembrou que as agências de turismo do Amazonas já deixaram de fazer pacotes para a Venezuela, mas algumas de Roraima ainda os fazem. “Orientamos as agências a não apresentarem essa opção de turismo para a Venezuela. É preciso que o turista tenha paciência e espere passar este momento de crise, pois aquele país está hoje um ‘caldeirão de bruxas’. Não dá para acreditar no que eles prometem”, lamentou.

Peixoto informou que de cinco a seis mil brasileiros ao mês, em especial amazonenses e roraimenses, optam pela Venezuela para fazer turismo. “Mas, infelizmente, o país tem no petróleo sua principal fonte de renda. Contudo, na segunda fonte, que é o turismo, eles não dão a devida importância. E a Venezuela é um dos países mais lindos do mundo”, observou.

Pelo menos neste período de instabilidade política, o presidente orienta as agências que apresentem mais alternativas de turismo, como Cancum, no México, por exemplo. “Veja bem! A viagem sai por R$ 1.300,00, mesmo preço para a Venezuela. A diferença é que no México, além do paraíso que é Cancum, o turista não corre nenhum perigo. Então, se há opções até mais viáveis, por que correr risco?”, questionou. O pacote para Miami, nos EUA, sai a R$ 1.115,00, também mais barato que o preço para Venezuela.

A prisão de brasileiros na Venezuela é outro sério problema. Peixoto lamentou que o Consulado do Brasil pouco pode fazer. “As prisões ocorrem com mais frequência em Porto Ordaz. Nosso Consulado pouco pode fazer porque o governo lá é uma pseudodemocracia. Como já disse, é difícil acreditar no que eles prometem”.


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