Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Nesta quinta-feira, 2 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. com o propósito de ampliar os conhecimentos acerca do autismo, durante todo o mês acontece a campanha Abril Azul, que visa difundir informações para a sociedade sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por esta síndrome neuropsiquiátrica. O neuropediatra do Hapvida Saúde, Rodrigo Policena, explica que o autismo aparece nos primeiros anos de vida. “O autismo é uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação social e comportamento. Existem diversos subtipos de autismo, que se manifestam de maneira única em cada pessoa. Indivíduos com transtorno do espectro autista frequentemente apresentam outras condições concomitantes, incluindo epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)”, afirma. Em torno de 30% podem apresentar retardo mental, na maioria leve a moderado. 

O autismo começa na infância e tende a persistir na adolescência e idade adulta. Na maioria dos casos, as condições são aparentes durante os primeiros cinco anos de vida.  O autismo atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, existem cerca de 2 milhões de pessoas com o espectro.

Sintomas

O neuropediatra alerta que pacientes com autismo apresentam sinais desde a infância. Apenas três deles presentes numa criança de um ano e meio já justificam uma suspeita para se consultar um médico neuropediatra ou um psiquiatra da infância e da juventude.

  •   Não atender quando chamado pelo nome;
    • Não manter contato visual por mais de 2 segundos;
    • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
    • Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
    • Não brincar com brinquedos de forma convencional;
    • Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
    • Interesse restrito ou hiperfoco;
    • Não compartilhar seus interesses e atenção ou não olhar quando apontamos algo;

Tratamento

O tratamento para o autismo é personalizado e interdisciplinar. Além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios, no aprendizado e na socialização.

O psicólogo da operadora de saúde, Wilton Cabral, afirma: “O autista olha pouco para as pessoas, geralmente não reconhece nome e tem dificuldade de comunicação e interação com a sociedade. Apesar de não ter cura, terapias, medicamentos e, claro, muito amor, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.”.

Campanha 

O Dia Mundial de Conscientização do tem o intuito de alertar as sociedades e governantes sobre esta doença, auxiliando a superar preconceitos e esclarecer a todos como lidar com pacientes nessa condição.

Em 2020, pela primeira vez, a comunidade envolvida com a causa do autismo no Brasil todo segue, unida, em uma campanha nacional com tema único: “Respeito para todo o espectro”, para celebrar a data, usando a hashtag #RESPECTRO nas redes sociais.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •