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Embora algumas cidades esbocem uma possível volta à normalidade, com a reabertura do comércio e a retomada do funcionamento das fábricas, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde persistem em recomendar que diante do desconhecido cenário que se vislumbra, com o sistema de saúde praticamente em colapso na maioria dos países, o isolamento seja ainda necessário neste enfrentamento da crise.O Brasil ultrapassou a marca de 63 mil infectados pelo COVID-19. Países com economia muito sólida, considerados de primeiro mundo, sofrem diante de um inimigo invisível que desafia os avanços da ciência e medicina, mostrando que a ameaça microscópica desconhece fronteiras, PIB e condição social de qualquer nação.

Diante deste cenário amedrontador, em todos os estados do Brasil, com raríssimas exceções, os templos foram fechados por determinações governamentais objetivando alcançar o tão necessário índice de isolamento social para conter o avanço do coronavírus. Com os templos da Igreja Adventista do Sétimo Dia não foi diferente. Mas em face desta triste realidade, os membros se mobilizaram para mostrar que os templos podem estar fechados, mas a igreja continua ativa.
Nos estados do Amazonas e Roraima, diversas ações foram empreendidas com o objetivo de ajudar os mais necessitados, oferecendo desde a alimentação básica, auxílio espiritual até o acolhimento psicológico.

Uma ação que não apenas atraiu a atenção mas demonstrou-se muito eficaz foi o drive-thru de oração. Em alguns estacionamentos de templos localizados na zona norte de Manaus, motoristas e transeuntes eram convidados a acessar “os serviços gratuitos” que ali eram oferecidos. Segundo o Pr Marcus Frutuoso, responsável pela igreja da Av. das Torres, a aceitação foi muito grande, especialmente por motoristas de aplicativo que valorizaram muito a iniciativa.
Helen Ziza, pedagoga e voluntária, afirma que levar alento e uma mensagem de esperança, por menor que seja e ainda de maneira rápida, é uma atitude relevante para que as pessoas entendam que ainda há esperança para suas vidas.

Para o Pr Edivar (sobrenome), que coordenou atividade semelhante no bairro de Cidade Nova, a iniciativa buscou levar calma e esperança à população, demonstrando o profundo interesse que temos por elas como igreja e intercedendo por suas necessidades.

Ações em Roraima

Na mesma linha de atuação das igrejas no Amazonas, membros da IASD em Roraima repetiram o feito. Entretanto, com o intuito de também arrecadar alimentos, estabeleceram o drive-thru de oração e coleta de donativos. Além dos templos, montaram uma estrutura toda especial no estacionamento de uma grande rede de supermercados da capital, que apoiou totalmente a iniciativa. Cidadãos que chegavam ao comércio eram educadamente abordados e, além de realizarem as compras para suas necessidades particulares, também adquiriam algo mais para saciar a fome de alguém e ao fazê-lo, se o desejassem e permitissem, também oravam junto com os voluntários.

Fato que também marcou a corrente do bem ocorreu no último dia 23 de abril, com a disponibilidade de uma grande rede de supermercados, o Superatacado Nova Era, em doar 50 cestas básicas à Igreja Adventista com o intuito de levar assistência aos mais carentes, numa demonstração da responsabilidade social da empresa para com o povo.

Segundo Alcides Luna, gerente que coordenou a ação, sua empresa demonstra através deste gesto, o desejo de auxiliar em especial as famílias daqueles que, por conta das interrupções no trabalho, ficaram sem condições de prover o sustento da família. “Sabemos que não iremos chegar a todos, mas enquanto durar a paralisação e esperamos que cesse o mais breve possível, tentaremos chegar a quantos pudermos nos estados do Amazonas, Roraima e Rondônia e a instituição adventista tem se mostrado um parceiro sério e comprometido neste sentido”, finaliza.

Sabedores de que quem tem fome, tem pressa, no mesmo dia em que as cestas foram recebidas, imediatamente começou o processo de entrega às famílias cadastradas.

Liderados pelos pastores Edivan Oliveira, Marcos Pimentel e Ailton, muitos voluntários impulsionaram a logística para auxílio às famílias. Hadassa Marques, voluntária do projeto agradeceu à empresa Nova Era na pessoa do Sr Alcides Luna, pelas doações e ainda afirmou que “não tem preço ver o sorriso dessas famílias, cientes do sacrifício que muitos têm todos os dias de colocar o pão de cada dia na mesa”. Ela finaliza dizendo que a juventude adventista está disposta a doar tempo para realizar essas missões, fazendo com que as doações possam chegar até quem precisa.

Nazaré Gomes é uma destas pessoas. Desempregada, sem renda e sem receber benefícios do governo, declarou à equipe que “o alimento chegou na hora certa. Agradeço a Deus e a todas as pessoas solidárias que me ajudaram com esta cesta”, concluiu emocionada.

Pão Amigo

Grupos de irmãs voluntárias no Amazonas e em Roraima também se envolveram nestas ações através de um projeto saboroso e diferente, carinhosamente batizado de Pão Amigo. Euciany Saraiva, líder do ministério da mulher para ambos os estados destacou que a iniciativa visa a interação com as pessoas, a demonstração de carinho e acima de tudo provar que, com solidariedade e amor, as pessoas podem até estar isoladas, mas nunca estarão sozinhas.

A mobilização foi grande. Cada lar de uma família pastoral e de um irmão foi transformado em uma pequena padaria. A receita é tão simples que foi apelidada de “pão minuto” dada à praticidade em prepará-la. Após sair do forno, no momento da embalagem, o pão recebe uma mensagem de esperança apresentando Cristo como o Pão da Vida e a solução para as nossas mais prementes necessidades.

Para a líder, a melhor parte neste processo não é apenas fazer o pão, mas o momento da entrega, onde podemos nos aproximar das pessoas levando esperança como Cristo sempre fez quando aqui esteve. Ela encerra dizendo: “A receita é simples, o preparo é simples, o que torna tudo especial é a pitada de um ingrediente que faz toda a diferença… o amor. É ele que dá sabor e sentido ao Pão Amigo”.


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