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O alemão de 73 anos Klaus Berno Fischer, preso por abusar de crianças e adolescentes e filmar os crimes, no Rio de Janeiro, oferecia de R$ 30 a R$ 50 para atrair as vítimas. As informações foram repassadas por uma das vítimas, uma adolescente de 14 anos, em depoimento. As informações são do jornal Extra.

“Depois de descobrirmos o caso, através de denúncias de duas mães, nós encontramos uma outra vítima de Klaus. A menina de apenas 14 anos disse que ele aliciava os menores de comunidades carentes oferecendo quantias baixíssimas de dinheiro, que variavam entre R$ 30 e R$ 50”, disse o delegado Luís Maurício Armond.

“São relatos chocantes. A adolescente contou que Klaus gostava de jogar maços de dinheiro no chão e quando as vítimas tentavam pegar, ele batia nelas”, continuou.

O homem foi autuado por estupro de vulnerável e crime de produção e venda de material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes, guardados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele foi detido ao ser encontrado amarrado em uma árvore dentro de uma mata e segue preso.

“Nós conseguimos achar o estúdio dele, mas ele não estava. Foi através de informações e denúncias que o encontramos amarrado a uma árvore, no meio de uma mata fechada em Seropédica. Estava machucado, inclusive, e já estava quase escapando das amarras que o prendiam”, contou o delegado.

A perícia dará início ao trabalho de análise dos materiais apreendidos no estúdio nesta segunda-feira (17/8). “É um trabalho de perícia difícil que vamos iniciar para tentar identificar todas as vítimas desse homem e as pessoas que participavam com ele, que compravam as imagens e consumiam esse conteúdo. Também vamos investigar a fundo como era a movimentação financeira de Klaus. O que posso afirmar é que estamos apenas no começo e que ainda faltam muitas pessoas para serem identificadas”, afirmou.

O homem teve prisão temporária por 30 dias decretada pelo plantão Judiciário. A polícia ainda trabalha com a hipótese de que uma agência de turismo do qual o criminoso era proprietário servia de fachada para oferecer viagens para turismo sexual com menores de idade.


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