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O trabalho desenvolvido em diversas unidades de saúde do Amazonas tem recebido visibilidade internacional e conquistado reconhecimento, por meio de ações como certificações, treinamentos para médicos estrangeiros, assinatura de acordo de cooperação com universidades europeias e apresentação de projeto em fórum Latino Americano. Entre as instituições, um dos exemplos é o Course in Tropical Dermatology, organizado pela Sociedade Alemã de Dermatologia (DDG) e pela Sociedade Internacional de Dermatologia nos Trópicos (ISDT).

O treinamento internacional realizado em cooperação com as fundações Alfredo da Matta (Fuam) e de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) reuniu, em Manaus, 47 dermatologistas, entre alemães, suíços e austríacos. Eles receberam, durante cinco dias, aperfeiçoamento em doenças tropicais em um curso ministrado pelos profissionais das duas fundações.

A dermatologista Mônica Santos, coordenadora do curso, destaca o pioneirismo do Amazonas, primeiro estado brasileiro a promover o treinamento. “Esse é o sétimo curso da Sociedade de Dermatologia Tropical Internacional. Os outros seis foram feitos em outros países latino-americanos e essa é a primeira vez que é feito no Brasil. O Amazonas tem um grande número de casos de doenças tropicais de interesse e vieram, nesse curso, 49 dermatologistas alemães e austríacos que vão ser treinados em dermatologia tropical”, frisou a especialista.

Referência – A Fundação Alfredo da Matta é credenciada pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência Nacional para controle e eliminação da Hanseníase e outras dermatoses de interesse sanitário. A instituição também é reconhecida como Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (OMS/Opas) para controle, treinamento e pesquisa em Hanseníase para as Américas, reconhecimentos que a credenciam como um dos principais polos de disseminação de conhecimento sobre a Hanseníase em todo o Brasil.

Estágios realizados no Amazonas por médicos do Exército Alemão representaram o início da parceria. “Para eles, é interessante conhecer patologias tropicais, porque eles trabalham várias áreas. É de suma importância para eles conhecerem as doenças tropicais que estão circulando. Vai ser um ganho muito grande tanto para eles quanto para a gente”, ressaltou a diretora de ensino e pesquisa da Fuam, Valderiza Pedrosa.

Outros exemplos – A Fundação de Medicina Tropical assinou, já em outubro, dois acordos de cooperação acadêmica, científica e cultural com universidades europeias, com duração de cinco anos. As instituições são a irlandesa Dublin City University e a Universidade do Porto, de Portugal. Os acordos preveem intercâmbio de professores e membros de equipes de pesquisa, técnicos e estudantes, implantação de projetos de educação e pesquisa, simpósios, palestras, além da participação em candidaturas a programas internacionais para intensificação das relações de cooperação.  

Já a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) foi destaque 5º Fórum Latino Americano de Qualidade e Segurança na Saúde, realizado de 14 a 16 de outubro, em São Paulo. O trabalho “Prevenção de lesão por pressão”, selecionado em primeiro lugar para participar do evento, foi realizado por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi/SUS), do Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Hospital Moinhos de Vento (RS).

Também no mês de outubro o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Zona Norte – Delphina Aziz se tornou o primeiro do Brasil a ter o projeto de construção com certificação ambiental internacional ISO 9001/2015, que atesta que a unidade tem padrões internacionais nos serviços não assistenciais. O reconhecimento foi dado pela maior certificadora da América Latina, a Fundação Vanzolini, ao Consórcio Zona Norte que é integrado pelo Estado do Amazonas e a Zona Norte Engenharia, Manutenção e Gestão de Serviços.

Reflexo – O titular da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Rodrigo Tobias, avalia que todas as ações são reflexo do trabalho que vem sendo desenvolvido nas unidades de saúde que, nesta gestão, tem recebido atenção especial e são prioridade dentro das políticas do Governo do Estado.

“Receber dezenas de profissionais de medicina de vários países europeus para aprender conosco só reforça o reconhecimento das nossas fundações como referência internacional em doenças tropicais. É assim que somos reconhecidos lá fora. Somos excelência na pesquisa e em tratamento de doenças tropicais e o mundo tem interesse em nossas experiências. Da mesma forma que os convênios internacionais permitem intercâmbios para que os profissionais dessas fundações possam aprimorar conhecimentos em cursos fora do país”, enfatizou Rodrigo Tobias.


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