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Depois do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar à Justiça Federal, na quinta-feira, 1, o envio, no prazo de 48 horas, da cópia do inquérito e todo o material apreendido na operação Spoofing, ministros do STF articulam o afastamento do procurador da República Deltan Dallagnol do comando da Lava Jato, em Curitiba.

Nos bastidores existe uma pressão de membros da Corte, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a determinar essa medida. As informações são da jornalista Thais Arbex da Folha de S.Paulo.

A reportagem destaca que a decisão, segundo a articulação em curso no STF, poderá caber a Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, relatado por ele.  

O Supremo reage assim energicamente à revelação de que Deltan incentivou em 2016 colegas do Ministério Público Federal a investigar Dias Toffoli, hoje presidente do Supremo.  

De acordo com a reportagem, os ministros criticaram duramente a atuação de Deltan, que, na avaliação deles, passou a usar a operação Lava Jato como instrumento de intimidação.  

Mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil revelaram que Deltan buscou informações sobre as finanças pessoais de Toffoli e sua mulher, Roberta Rangel, e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com o esquema de corrupção na Petrobras.

Dallagnol violou a Constituição, a qual determina que ministros do STF não podem ser investigados por procuradores de primeira instância, como Deltan e colegas.


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