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Em nota à imprensa, o arcebispo de Goiânia, Dom Washigton Cruz, se manifestou diante da Operação Vendilhões, que investiga supostos crimes de associação criminosa, apropriação indébita, lavagem de capitais, falsificação de documentos e sonegação fiscal realizado na gestão da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), presidida pelo padre Robson de Oliveira, reitor da Basílica de Trindade.

Dom Washington diz que trata-se de “meias conclusões apressadas” por parte do Ministério Público. O líder da Igreja em Goiânia afirma que as aplicações financeiras realizadas pela Associação Filhos do Pai Eterno estão “dentro da normalidade legal” para “conservar seu poder aquisitivo”. Tais movimentações financeiras são justificadas como “investimentos futuros que estavam, há muito sendo cuidadosamente planejados, e que, no ano passado, redundaram na aquisição da TV Pai Eterno, braço maior da tarefa evangelizadora da Afipe”.

“Não houve desvios. Não houve laranjas. Algumas emissoras de rádio tiveram que ser registradas momentaneamente em nome de colaboradores e representantes da Afipe, em função da legislação específica, mas que jamais deixaram de pertencer e integrar o patrimônio da associação”, diz Dom Washington na nota.

O líder religioso ainda sustenta que, nas negociações finais, esses ativos foram então transferidos para os
antigos proprietários do canal de televisão, que, a partir daí, fizeram seus investimentos e encaminhamentos normais, fora do âmbito da Associação e sem interferência, no livre movimento do mercado.

A nota ainda diz que a Arquidiocese de Goiânia e a Congregação do Santíssimo Redentor estão
tranquilas diante desses fatos, colocando-se à disposição do Ministério Público para esclarecimentos e para o encaminhamento de todo e qualquer documento solicitado, colaborando em tudo para se esclareçam as dúvidas
ainda existentes.

A arquidiocese ainda diz que irá contratar empresa de auditoria externa para apuração de documentos e dados da Associação Filhos do Pai Eterno

A investigação

Associação gerida pelo padre Robson foi alvo de mandados de busca e apreensão na última sexta-feira (21) pelo Ministério Público por indícios de crimes de associação criminosa, apropriação indébita, lavagem de capitais, falsificação de documentos e sonegação fiscal.

Padre Robson começou a ser investigado após episódio de extorsão em que ele teria transferido cerca de R$ 2 milhões da entidade para cinco dos acusados. Eles pediam o dinheiro para não divulga informações e mensagens de cunho pessoal e amoroso que pudessem expor o líder religioso.

Ainda na sexta-feira, ele pediu afastamento de suas funções no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e Associação Filhos do Pai Eterno. (Mais Goiás)


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