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O prefeito Arthur Neto (PSDB), em entrevista concedida segunda-feira, 18, aos jornalista Carlos Madeiro (UOL), disse estar preocupado com o interior do estado nesses tempos de pandemia por não dispor de condições mínimas para o enfrentamento da Covid-19, como médicos, UTIs, intensivistas, poucos leitos, entre outros.

“Pra mim, a tendência é morrer muito mais gente no interior.  Falo ao governador  Wilson Miranda Lima que o interior vai explodir. Quando você vê o interior do interior do AM, vê pessoas que estão em outro mundo, é uma covardia não fazermos bem para essas pessoas”, explicou.

Sobre o uso da cloroquina no tratamento para a Covid-19, Arthur Neto disse que o produto é muito bom para lúpus e para malária. “Eu não vejo que seja a salvação da lavoura, acho que outros ingredientes que estão sendo utilizados, a começar pelo tomógrafo”, disse Virgílio.

“Ela é muito boa para lúpus e para malária. Mas não tem nenhuma comprovação de que ela é uma coisa realmente boa para isso aí [covid-19].  Eu não vejo que seja a salvação da lavoura, acho que outros ingredientes que estão sendo utilizados [podem ajudar], a começar pelo tomógrafo”, disse Virgílio. “Cloroquina não é panaceia”, completou

“Acho que ele (Bolsonaro) é corresponsável, sim. Se ele fez as pessoas irem para a rua e a maior defesa é o isolamento social”, disse. “Ele colaborou para entupir hospitais, para mortes de pessoas”, acrescentou.

Sem poupar críticas ao presidente Bolsonaro, que na última reunião ministerial fez comentários depreciativos ao prefeito e ao pai dele, Arthur Neto declarou, também, que Bolsonaro é “corresponsável” pelas mortes causadas pelo novo coronavírus e que “desconfia muito” dos exames de covid-19 do presidente apresentados ao STF.

“Me pareceu fajuta. Bolsonaro tem um coração com muita capacidade de odiar. Mandou investigar dois funcionários do Ibama que estavam expulsando garimpeiros de terra indígena. Ele tem um coração com muita capacidade de odiar”, falou.

Sobre a referência feita a seu pai por Bolsonaro, o prefeito disse que Arthur Virgílio, que foi vice-presidente do Congresso, foi um dos maiores líderes contra a ditadura militar, que enfrentou a ditadura como um homem deve enfrentar”.

Quanto a medidas restritivas radicais para manter o isolamento e tentar reduzir a curva de contaminação da covid-19, Arthur afirmou que ficou com  medo de decretar lockdown  na cidade e “sair desmoralizado”.

Ele citou, por exemplo, a resistência do comércio local para o fechamento de estabelecimentos não essenciais e o crime organizado para justificar porque não adotou o bloqueio radical.

“O governador do Maranhão, Flávio Dino, diz que não dava resultado imediato. Tudo que eu sabia, e não fiz lockdown, porque aqui tem um tráfico de drogas pesado, com predomínio do Comando Vermelho sobre as demais, o PCC quase se retirou. Eu não sei o que eles não fariam para provocar um confronto de mortes civis.”

Confira Entrevista ao UOL


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