Foto: Márcio James/Semcom
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O prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), numa breve retrospectiva de seus oito anos a frente da prefeitura de Manaus, escreveu na quinta-feira, 03, nas suas redes sociais, que em 2013 o cenário da cidade por falta de investimentos em infraestrutura urbana era de caos. Em alguns pontos da cidade – lembrou o prefeito -, a lama podia chegar no joelho.

À época, segundo ele, chovia muito, provocando, como consequência, o fenômeno do deslizamento de terra, como no bairro do Mauazinho, por exemplo.

O problema, conforme destacou, era grave, exigia solução urgente e definitiva e antes que novos deslizamentos, soterramento e alagamentos voltassem a surpreender, 930 km de novas redes de drenagem foram distribuídas na cidade.

Arthur Neto destacou, também, que as dragagens de igarapés foram de fundamental importância para enfrentar o rigor do período chuvoso sem ameaças de inundações.

Somente este ano, segundo ele, já foram beneficiados 25 quilômetros de igarapés.

Confira a Breve Retrospectiva

Tornar-se resiliente, com capacidade para resistir e se recuperar de desastres e intempéries e, principalmente, prevenir o que possa vir a acontecer é um gigantesco desafio para uma cidade como Manaus, que sofreu nos últimos 50 anos um crescimento urbano acelerado e desordenado.

Desde a minha primeira gestão como prefeito desta cidade, lá pelo final da década de 80 e início dos anos 90, fiquei conhecido como “prefeito tatu”, porque diziam que eu enterrava votos.

Na verdade, sempre entendi a importância de se investir em drenagem profunda, na dragagem de igarapés e em ações que tornassem Manaus mais forte e mais urbana.

Ao reassumir a gestão municipal, em 2013, fui testemunha de como a falta de investimento nessa infraestrutura de base pode ser prejudicial para a população.

Vi cenas que ainda hoje estão gravadas em minhas lembranças.

Chovia muito, durante vários dias, e houve um deslizamento de terra no bairro do Mauazinho, zona Sul, com o alagamento de mais de 30 moradias em uma área de invasão.

Um cenário de caos, onde caminhamos com lama que chegava acima do joelho.

Felizmente não houve vítimas fatais e ali mesmo determinei aos meus secretários que esse tipo de ocorrência não poderia acontecer mais.

Iniciamos um trabalho planejado, envolvendo infraestrutura, meio ambiente, defesa civil, assistência social, habitação e inteligência para dar soluções e prevenir novos problemas.

Para ter ideia, foram cerca de 930 quilômetros de novas redes de drenagem implantadas em todas as zonas da cidade e as novas vias têm a obrigatoriedade de vir acompanhadas de drenagem profunda.

As dragagens de igarapés também se tornaram constantes, de verão a verão. Somente este ano, por exemplo, já foram beneficiados 25 quilômetros de igarapés.

E todos esses esforços vão ganhar ainda mais eficácia com o funcionamento do Centro de Cooperação da Cidade, o CCC, uma grande sala de monitoramento e que, a partir de outubro, vai dar à cidade condições de respostas mais rápidas. Isso é resiliência, que no nosso caso, é reconhecida inclusive pelo Banco Mundial.


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