Prefeito Arthur Virgílio Neto. Foto: Mário Oliveira
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O prefeito Arthur Neto comentou nesta quarta-feira, 12, no Twitter, o depoimento do ministro Paulo Guedes sobre o teto de gasto que, por orientação de auxiliares do presidente Bolsonaro pode furar e levar o presidente ao impeachment.

Segundo o prefeito, furar teto de gastos é pecado. O governo federal deve custear apenas, e com pontualidade, servidores públicos, luta contra a Covid-19 e segurança alimentar para a população vulnerável.

De acordo com Arthur, a regra foi criada em 2016 e estabelece que, por 20 anos, as despesas da União só podem crescer o equivalente ao gasto no ano anterior corrigido pela inflação.

Para Virgílio, o governo deve evitar o excesso de gastos e promover o enxugamento da máquina pública.

Arthur criticou lamentou que o governo, nada tem feito para tentar controlar o rombo fiscal, que deve chegar perto dos R$ 800 bilhões em 2020 conforme relatório disponibilizado pelo Ministério da Economia no mês de julho.

“Déficit primário de R$ 800 bilhões é insustentável. O programa de concessões onerosas e privatizações maduras deve ser posto em prática já. Tem que definir se a reforma sai ou não. Colocar tudo na mesa para debater. Inclusive o imposto polêmico do ministro Paulo Guedes”, disse o prefeito, referindo-se à medida para acabar com as isenções de PIS e Confins para o mercado editorial.

Arthur Neto comentou, também, a saída de dois importantes membros do Ministério da Economia e disse que preocupa a debandada em série de técnicos da equipe econômica.
“Dá medo de que surja um ‘desenvolvimentista salvacionista’ que arrebente as contas públicas de vez”, alertou o prefeito de Manaus. “Não fossem os R$ 600 mensais da Caixa Econômica Federal, teria sido um caos de assaltos, protestos e desespero. O presidente do banco, Pedro Guimarães, é um grande nome para o quadro. Tecnicamente consistente, jeitoso no trato político”, completou.


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