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Com retorno das aulas presenciais na rede de ensino de Manaus, marcados para a última segunda-feira (10), bastaram pouquíssimos dias para as denúncias aparecerem.

Em conversa com o Fato Amazônico, Helma Sampio, coordenadora do Sindicato dos Professores e pedagogos do Ensino Público da Educação Básica de Manaus (Asprom), afirma que não há monitoramento da Seduc dentro das escolas e que vários professores já  aderiram a greve, mesmo não sendo uma grave geral. “Estamos verificando que existe várias situações em que os alunos e professores estão sendo colocados em risco de serem contaminados pela Covid-19 e levarem o vírus para suas famílias”.

Diversas imagens circulam nas redes sociais, mostrando como os alunos tem se portado dentro de sala de aula. Alguns sem máscara, ou usando a máscara de maneira errada.

Alunas de escola estadual na hora do lanche, em Manaus. Medidas de distanciamento divulgadas pela Seduc não foram respeitadas – Divulgação

Segundo Helma Sampaio, mesmo sabendo que as aulas on line não alcançam todos os alunos, o ideal seria continuar com as aulas como estavam.

“Se o governo tivesse feito uma ação de distribuição de tablet, de pacotes de internet para os alunos e professores com suporte tecnológico. Ainda é o mais correto a se fazer. O governo está gastando milhões com aquisição de máscara de má qualidade e álcool em gel que não chega a todas as escolas, tapete sanitizantes e não investe em suporte tecnológico para a qualidade das aulas.”, afirma Helma Sampaio.

Greve

O Amazonas foi o primeiro estado do País a retomar as atividades nas escolas públicas. Com a insatisfação do retorno das aulas, a classe tentou entrar em contato com o Governador Wilson Lima, mas ainda não foram ouvidos.

“Somos veementemente contrários ao retorno das aulas presenciais, por estarmos vivendo a realidade da Covid-19. Estamos em uma situação muito crítica e novamente em situação de alerta neste momento. O viável é as aulas continuarem do jeito que estavam.”, diz Helma Sampaio.

Segundo a Folha de S. Paulo, a Seduc negou que tenham sido registradas “ocorrências de aglomerações que prejudicassem a implantação dos protocolos de saúde”.

Segundo a secretaria, a retomada das aulas foi planejada e está embasada no Plano de Retorno às Atividades Presenciais, que contempla protocolos de segurança em saúde e a área pedagógica e que foi construído a partir da consulta a 80 mil pais, professores, pedagogos e demais servidores, sob orientações da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).

Confira solicitação da ASPROM:

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