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Gazeta Esportiva – Fábio Carille foi demitido há um mês, mas ainda é assunto no Corinthians. Depois de tantas polêmicas pelas declarações sobre o elenco, o treinador agora convive com comentários de seu ex-grupo sobre o trabalho que foi desenvolvido desde dezembro de 2018 até o início de novembro.

Depois de Mauro Boselli, Pedrinho, Ramiro e Júnior Urso, na tarde dessa sexta-feira foi a vez de Vagner Love lembrar de Carille e não esconder a satisfação pela mudança na maneira do time jogar.

“Realmente, recebíamos poucas bolas. Somos três centroavantes de qualidade (Gustavo e Boselli, além dele próprio). Se chegar no nosso pé, temos qualidade para fazer os gols. Treinamos para isso. Atrapalhou um pouco essa questão de só ter que marcar. Pouco abastecido, pouco municiado para poder marcar. Boselli recebeu bolas, fizemos mais gols. Espero que isso continue acontecendo”, comentou Love, um dos jogadores que mais detinha a confiança de Carille no elenco e, talvez por isso, vinha se ‘sacrificando’ em campo.

“Eu sempre deixei muito claro para comissão técnica antiga e nas entrevistas que iria entrar em campo para ajudar. Se tivesse que marcar ou não. Desgaste é normal. Nunca me preparei para jogar numa posição que não a de centroavante, então é normal desgastar”, explicou o camisa 9, que teve uma lesão na coxa justamente por ter de auxiliar tanto a marcação no clássico contra o Santos, em Itaquera.

“Hoje, com o Coelho, fico mais próximo da área. Mais na minha posição. Atacante corre mais para frente para marcar. Isso nos facilita roubar a bola e ter força par finalizar melhor”.

Ainda assim, o Corinthians não conseguiu vencer o Internacional no último domingo e complicou a missão de alcançar o G4. Vagner Lover não perdeu o otimismo na vaga e aproveitou para justificar, principalmente, o primeiro tempo tão ruim frente aos colorados.

“Fizemos uma coisa que não tínhamos treinado. Jogamos atrás, recuamos e deixamos a equipe do Inter ficar no nosso campo no primeiro tempo, apostando nos contra-ataques. É normal, até automático, porque ficamos dez meses com o Carille. Mas não é mais assim. Coelho está treinando e estamos mudando. Tanto que nesse mesmo jogo já mudamos nossa postura no segundo tempo”, admitiu.

“Graças a Deus, estamos tendo um entendimento bom do que Coelho tem pedido. Em determinados momentos do jogo, às vezes fazemos algo que era treinado com Carille. Cada um tem uma maneira de treinar. Vamos treinar bem para que a gente produza o que o treinador quer”, completou.

Para finalizar, Vagner Love falou com esperança sobre Tiago Nunes, técnico contratado para assumir a equipe em 2020.

“Olha, pelo que ele fez no Athletico-PR, sabemos que é um grande treinador. Montou e fez o time jogar. Não adiantaria ser bom e não ganhar. A única coisa que desejamos é que ele possa fazer um grande trabalho com ele”.


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