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Veja – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que o FBI prendeu nesta terça-feira, 30, um homem suspeito de ser o responsável pela invasão e roubo de dados de quase 100 milhões de pedidos de cartão de crédito do banco americano Capital One na segunda-feira 29.

Preso em Seattle, o suspeito foi identificado como Paige A. Thompsom e será indiciado por fraude e abuso informático — com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão. Thompson comparecerá na quinta-feira 1º diante a um juiz, que decidirá se ele poderá ser liberado sob pagamento de fiança.

“Estou grato que o autor tenha sido preso e lamento profundamente o que aconteceu. Eu sinceramente peço desculpas pela compreensível preocupação que este incidente deve estar causando aos afetados e eu me comprometo a consertá-lo”, disse em comunicado o presidente do Capital One, Richard D. Fairbank.

De acordo com o banco, Thompson acessou os dados de cerca de 100 milhões de pessoas nos Estados Unidos e outras seis milhões no Canadá. Todas haviam solicitado cartão de crédito entre 2005 e 2019. Na grande maioria dos casos, os dados colhidos são os nomes, endereços, números de telefone, datas de nascimento e renda, além do histórico de crédito.

No entanto, Thompson também obteve os números da Seguridade Social – a identidade de cada cidadão diante do governo – de 140 mil pessoas nos Estados Unidos e de 1 milhão no Canadá. Conseguiu ainda os números das contas bancárias de 80.000 pessoas, conforme reconhecido pela entidade.

No seu comunicado, a Capital One estima que esse roubo custará entre 100 e 150 milhões de dólares em gastos com  advogados, segurança cibernética e serviços bancários aos afetados.

O banco ficou sabendo da invasão após um usuário da plataforma colaborativa de desenvolvimento GitHub ter alertado no último dia 17 sobre a possibilidade de ter sofrido o roubo de seus dados. O banco, por sua vez, levou o caso ao FBI dois dias depois.

“Mago” da Bulgária

Nos Bálcãs, um ataque à Receita Federal da Bulgária, vinculada ao Ministério das Finanças, resultou no maior vazamento de dados no país. Cerca de 5 milhões de pessoas tiveram seus dados do imposto de renda, de empréstimos e informações pessoais acessados por hackers. Como a Bulgária tem uma população de pouco mais de 7 milhões de habitantes, o vazamento acabou por afetar praticamente toda a população adulta do país.

A investigação instaurada para apurar a invasão da agência chegou a um especialista em cibersegurança de 20 anos de idade no dia 16 de julho. O hacker, cujo nome não foi divulgado, será indiciado por crime informático e poderá pegar até oito anos de prisão. Segundo as autoridades, as investigações continuam para buscar outros potenciais envolvidos.

O ministro das Finanças búlgaro, Vladislav Goranov, desculpou-se pelo ocorrido. O primeiro-ministro, Boyko Borissov, descreveu o hacker suspeito como “mago” e disse que o país deveria contratar esse tipo de pessoa devido ao seu “cérebro único” para trabalhar para o Estado. A Receita Federal da Bulgária está sendo processada pelo vazamento dos dados e poderá ser condenada a pagar 23 milhões de dólares em multas em decorrência da invasão.


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