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O caso de denúncias de suposto assédio contra Marcius Melhem, ex-coordenador do departamento de humor da TV Globo, está longe de um desfecho: um grupo de cerca de 30 contratados da emissora —na sua maioria atrizes, mas também atores e profissionais de outras áreas— enviou carta à direção da empresa para pedir reunião e manifestar descontentamento com o encaminhamento do processo.

LUZ 

O escândalo veio à tona em 2019, com a notícia de que a humorista Dani Calabresa tinha feito uma denúncia contra ele no compliance da empresa. Outras pessoas também buscaram o departamento para fazer acusações.

SOMBRA 

Uma investigação foi aberta e tudo passou a ser tratado de forma discreta. Até que, em 14 de agosto, a Globo divulgou que o contrato com Melhem estava sendo encerrado “de comum acordo” e que a relação com ele foi uma “parceria de 17 anos de sucessos”.

NO PAPEL 

Com os elogios, o caldo entornou —e a carta de protesto foi enviada ao diretor-geral da emissora, Carlos Henrique Schroder.

NO PAPEL 2 

Nela, os profissionais dizem que, “com a urgência que o assunto merece”, estão engajados em “criar um ambiente de trabalho saudável, transparente e digno para todas e todos”. E pedem para debater medidas que garantam “daqui para a frente o respeito e a segurança” dos colaboradores.

VAMOS OUVIR 

A TV Globo marcou uma reunião com o grupo, que inclui pessoas que fizeram as acusações de assédio e também profissionais que as apoiam.

VAMOS OUVIR 2 

A primeira reunião, com a diretora de desenvolvimento e acompanhamento artístico, Mônica Albuquerque, foi na quinta (20). No dia seguinte, houve outro encontro, com a diretora de compliance, Carolina Junqueira. O descontentamento, no entanto, permanece.

PASSO 

A TV Globo diz que não comenta assuntos da área de compliance. Mas “reafirma que todo relato de assédio, moral ou sexual, é apurado criteriosamente”.

PASSO 2 

A emissora diz ainda que “não tolera comportamentos abusivos em suas equipes” e que mantém um canal para denúncias de violação às regras da empresa. Diz que assume o compromisso com o anonimato dos denunciantes e “o de investigar, não fazer comentários sobre as apurações e tomar as medidas cabíveis, que podem ir de uma advertência até o desligamento do colaborador”.

(Folha de S.Paulo)


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