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Referência no atendimento a grávidas de alto risco, a maternidade Balbina Mestrinho realizou, durante ontem (17/11), uma série de debates sobre os cuidados com bebês prematuros e suas famílias nas unidades de saúde. As palestras foram voltadas aos profissionais e estudantes da área de saúde e foram parte da programação da unidade em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade.
“É importante que a gestantes façam as consultas de pré-natal, que são no mínimo seis. Isso é fundamental para que a mulher tenha a garantia de um parto saudável”, informa a diretora da maternidade estadual Balbina Mestrinho, Rafaela Faria.

 

A idade precoce das gestantes, a ausência de pré-natal e a falta de planejamento familiar são algumas das causas que podem contribuir para o nascimento prematuro. “Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dos 15 milhões de recém-nascidos no mundo, 1,1 milhão são prematuros, e eles normalmente vão a óbito. Então, isso é um fator de muita relevância, porque corresponde a mais da metade dos óbitos em recém-nascidos no mundo. Precisamos ter uma efetiva preocupação com os cuidados e com a preparação das equipes técnicas para dar uma assistência adequada à prematuridade”, ressalta Rafaela.
Gestantes jovens – De acordo com a médica pediatra e gerente técnica da maternidade Balbina Mestrinho, Erundina Ponciano, tem crescido o número de gestantes jovens, principalmente nos estados da região Norte. A médica pediatra lembra que a gravidez na adolescência é um dos fatores ligados diretamente a nascimentos prematuros.
“Há várias causas a serem investigadas, mas hoje já se sabe que o nascimento de prematuros está ligado também à idade das mães, que, infelizmente, estão tendo filhos muito cedo”, diz Erundina. A médica lembra que, ao sobreviver, o bebê prematuro ainda seguirá com uma série de dificuldades que podem prejudicar seu desenvolvimento.
“Ele tem atraso no desenvolvimento psicomotor, ele tem déficit de atenção, pode ter alterações psicológicas, demanda mais cuidados da mãe, pode sofrer bullying no colégio, é uma criança que vai ter dificuldade para se integrar à sociedade. Então, o ideal é que a criança não nasça prematura”, explica Erundina.
Serviço – As grávidas encaminhadas para a maternidade Balbina Mestrinho com complicações na gestação  passam a ser acompanhadas no Ambulatório Neonatal de Alto Risco, que funciona na Policlínica Codajás.
Para os bebês prematuros, a unidade de saúde oferece UTI Neonatal, UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) para receber a criança que recebe alta da UTI e o ambulatório para seguir acompanhando o recém-nascido.
A maternidade estadual também utiliza duas metodologias de apoio e cuidado ao bebê prematuro: o Follow Up e o Método Canguru. O Follow Up consiste em acompanhar a criança até os dois anos de idade.
Já o Método Canguru busca melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e sua família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele (posição canguru) entre a mãe/pai e o bebê.
O pré-natal pode ser iniciado em qualquer unidade básica de saúde. Segundo Erundina, o ideal é que, ao se descobrir grávida, a mulher procure iniciar este acompanhamento o mais breve possível.
Acompanhamento médico especializado – É no pré-natal que a mulher vai descobrir, a partir do acompanhamento médico especializado, se ela e o bebê estão saudáveis. Se nesta fase o profissional que a acompanha descobrir alguma alteração que possa colocar em risco a mãe e a criança, a grávida é encaminhada para serviços especializados, como os ambulatórios neonatais de alto risco.
No Ambulatório Neonatal de Alto Risco da Policlínica Codajás, as grávidas são acompanhadas por médicos cardiologistas, endocrinologistas, reumatologistas, entre outros. Todos trabalhando em conjunto com os obstetras que acompanham mãe e o bebê.

 


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