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A autorização de viagem e permanência nos Estados Unidos, dada pela juíza Careen Aguiar Fernandes, da 7ª Vara Criminal, que seguiu parecer favorável do promotor Jefferson Neves de Carvalho, que afirmou “não ter nada a opor” a Leandro Guerreiro, denunciado pela morte do policial civil Raylen Caldas Gomes, no dia 2 de dezembro de 2009, a decisao não agradou nada os familiares, pois com o beneficio recebido da Justiça amazonense, o empresário não tem como ser citado na ação de indenização por dano moral no valor de R$ 2 milhões que tramita na 10ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho.

De acordo com os donos da ação, que tem a frente desta vez, a mãe do policial assassinado, a viúva Nazaré Caldas Gomes e os irmãos da vítima Renilson Caldas Gomes, Nazareno Caldas Gomes e a irmã Nelsonizia Caldas Gomes, desde dezembro do ano passado o oficial de Justiça, tem em mãos a intimação, mas devido ao benefício, não consegue citar Leandro Guerreiro.

Para comprovar o dano sofrido, a família alega que “o fato que gerou a dor dos autores é comprovado pela denúncia na esfera criminal e pelo laudo de exame necroscópico em anexo, que leva ao reconhecimento do dano moral reflexo ou indireto, também denominado dano moral por ricochete, à vista dos fortes vínculos afetivos mantidos com a vítima”.

Crime desqualificado e autorização de viagem

Leandro Guerreiro, denunciado pela morte do policial civil Raylen Caldas Gomes, no dia 2 de dezembro de 2009, continua sendo beneficiado pela justiça amazonense. Além de não sentar no banco dos réus, depois que o crime foi desqualificado de doloso (quando se tem a intenção de matar) para culposo (sem intenção de matar), foi agraciado com a autorização para permanecer até maio deste ano em Miami nos Estados Unidos, onde está desde outubro do ano passado.

A autorização para Leandro Guerreiro, permanecer viajando pelos Estados Unidos, enquanto a família do policial assassinado de maneira fria, há 4 anos aguardam que a justiça seja feita, foi dada dia 9 do mês passado pela juíza Careen Aguiar Fernandes, que seguiu parecer favorável do promotor Jefferson Neves de Carvalho, que disse “não ter nada a opor”.

O crime

Raylen Caldas foi morto em 2 de dezembro de 2009, depois de uma discussão com o vigilante Francisco Augusto Vieira Magalhães, por vaga no estacionamento da loja Word Micro, localizada no Boulevard Amazonas, Zona Centro-Sul de Manaus.

O vigilante discutiu com um flanelinha que deixou o investigador estacionar onde não devia. O policial, que estava acompanhado de sua esposa Maria do Socorro Caldas Gomes, ao ver o segurança armado se identificou e resolveu entrar na loja para falar com o patrão de Francisco.

Minutos depois de entrar na loja, onde de acordo com depoimento da viúva, Raylen se identificou como policial a recepcionista e ao gerente, mas acabou sendo morto com um tiro disparado por Leandro Guerreiro, que apareceu armado com um revólver e efetuou um disparo na nuca do policial, que morreu no local.


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