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A colisão de uma balsa transportadora de areia com a plataforma de captação do Programa Águas para Manaus (Proama) ontem provocou a suspensão do fornecimento de água para cerca de 500 mil famílias da zona Leste. A colisão ocorreu após a balsa perder o controle e atingir parte da plataforma, danificando a estrutura e interrompendo o fornecimento de água. Como parte das medidas determinadas, a Defesa Civil do Estado e a Polícia Civil estão fazendo a perícia técnica para avaliar o risco que apresenta a estrutura danificada.

Além disso, um calculista especializado chegará de São Paulo nesta quarta-feira, 25, para avaliar os prejuízos e explicar sobre a gravidade do problema. “Somente após essa avaliação que será feita hoje é que poderemos dizer quanto tempo e como vamos fazer para resolvermos o problema do abastecimento”, explicou o diretor-executivo do Proama, Sérgio Ramos Elias, ressaltando que o acidente foi resultado da irresponsabilidade do condutor da balsa, que não deveria navegar tão próximo a margem.

Segundo ele, toda a estrutura era protegida por defensas, devido ao grande fluxo de barcos no local, porém pelo fato de a balsa em questão se tratar de uma embarcação de grande porte, a estrutura acabou danificada.

“Quando percebeu que estava perto demais da plataforma de captação, o condutor não conseguiu resposta dos motores para desviar, então o choque foi inevitável. Mas tomaremos todas as medidas cabíveis para puni-lo por essa irresponsabilidade”, disse o diretor-executivo.

Ele lamentou que o acidente tenha prejudicado os moradores da zona Leste que há poucos meses tiveram o abastecimento de água regularizado pelo Proama.

“É lamentável que este acidente nos faça voltar à estaca zero. Já estamos trabalhando para resolvermos o problema e levarmos água no menor tempo possível, mas somente após a avaliação da estrutura que ficou muito danificada é que poderemos falar de prazos”, disse Sérgio Elias.


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