Marcos Corrêa/PR
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta terça feira (07) que espera anunciar o novo ministro da Educação nesta mesma terça feira (07). Ele elogiou o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, que é cotado para o cargo. Bolsonaro, no entanto, declarou que não pode falar quem é o principal candidato, “porque o mundo cai na cabeça desse favorito”.

Bolsonaro afirmou que terá uma conversa nesta terça feira com “mais um candidato” a comandar o MEC (Ministério da Educação). Esta pessoa, segundo o presidente, é do Estado de São Paulo. Ele declarou: “Pode ser que seja ele. Temos como reserva até o Major Vitor Hugo, que é líder do governo na Câmara. É 01 de Academia.”

Apontado por Bolsonaro como candidato ao MEC, Vitor Hugo enfrenta problemas na articulação do governo na Câmara. Ele é visto dentro do Palácio do Planalto como uma pessoa inexperiente para a função e ainda acumulou atritos com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A ida de Vitor Hugo para o Ministério da Educação seria uma forma retirá-lo da articulação, abrindo espaço para alguém mais hábil. Além disso, premiaria um aliado fiel e de origem militar com um cargo de destaque. Uma “saída honrosa”.

Ao comentar sobre uma eventual nomeação de Vitor Hugo para o ministério, Bolsonaro afirmou que a confiança está “em primeiro lugar”. Ele disse: “Você não pode fugir disso daí.”

“É uma pessoa que tem uma capacidade muito grande de organização. Em poucos dias estudou o Ministério da Educação, trouxe para mim, apontou os problemas. É uma pessoa excepcional, mas vão cair em cima dele por ser major do Exército. O pessoal acha que já tem militar demais no governo, mas eu até brinquei com ele, como somos paraquedistas: é um excepcional reserva para essa situação. E, no meu entender, caso seja ele, não vou dizer que será, será um bom nome”, disse.

Ao declarar publicamente que Vitor Hugo é cotado para o MEC, Bolsonaro também testa o candidato nas redes sociais. Assim, consegue medir a reação nas redes sociais, um termômetro que ele tem hábito de usar. O antigo cotado para o cargo, o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, passou por um processo de “fritura” pela ala ideológica do governo, influenciada pelo escritor Olavo de Carvalho.

Bolsonaro mencionou que o MEC tem “certo aparelhamento” ideológico e é “ um ministério bastante complexo”, com “300 mil servidores”. Ele criticou o educador Paulo Freire, patrono da Educação no Brasil. De acordo com ele, a “política do Paulo Freire não deu certo”. Com informações Poder 360.


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