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O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), participou de manifestação pró-governo neste domingo (17/05) em frente ao Palácio do Planalto. Acompanhado de ministros e de dois filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), o chefe do Executivo desceu a rampa oficial e cumprimentou apoiadores.

“Não há nenhuma faixa, nenhuma bandeira, que atente contra a Constituição e contra o estado democrático brasileiro. Estão de parabéns, tenho certeza”, celebrou o mandatário do país em transmissão ao vivo, feita em seu perfil oficial do Facebook. Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h30. Não havia compromissos oficiais na agenda do presidente.

Mais uma vez, o ato gerou aglomeração durante a pandemia do novo coronavírus. Algumas pessoas foram, inclusive, sem máscara, apesar do decreto do GDF que obriga o uso do equipamento de segurança. Entre as quais, o sobrinho de Bolsonaro e servidor do gabinete do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) – o Léo Índio. Veja abaixo.

Conforme dados da Polícia Militar do Distrito Federal, aproximadamente 20 mil pessoas participaram do ato. A corporação, entretanto, não revelou qual o método de contagem utilizado para chegar a esse número. De acordo com imagens produzidas pelas televisões, os manifestantes sequer ocupam toda a Praça dos Três Poderes.

Participaram do ato ao lado do chefe do Executivo os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tereza Cristina (Agricultura), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Abraham Weintraub (Educação), André Mendonça (Justiça) e Jorge Oliveira (Secretaria Geral).

“300 do Brasil”

O grupo que se autointitula “300 do Brasil”, que prega, outros temas, treinamento militar para defender o atual governo, participou do ato. Sem máscaras, cerca de 10 militantes cantarolavam enquanto carregavam um caixão (vídeo abaixo) que levava a inscrição dos nomes de Sergio Moro (ex-ministro), do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e do Movimento Brasil Livre (MBL).

Denúncia contra o filho
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente da República, foi acusado pelo empresário Paulo Marinho, seu suplente, de ter sido avisado por membros da Polícia Federal sobre a operação que apurava a “rachadinha” em seu gabinete de deputado estadual, no Rio de Janeiro.

Marinho alegou que um delegado simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto teria contado sobre as ações futuras da PF e que a corporação teria adiado a Operação Furna da Onça, que teve em Fabrício Queiroz – ex-chefe de gabinete de Flávio – um dos seus principais alvos. As denúncias foram publicadas nesse sábado (16/05) – o presidente ainda não se manifestou sobre o assunto.

Crise na Saúde
Na noite de sábado (16/05), o mandatário do país desistiu de fazer pronunciamento em cadeia nacional contra as medidas de isolamento social, como havia prometido a empresários durante a semana.

Seria a primeira manifestação oficial de Bolsonaro após a saída do ex-ministro da Saúde Nelson Teich. A ideia, segundo informou o Planalto, é aguardar até que haja definição do novo titular da pasta.

Ainda não há previsão para a substituição definitiva do ministro. Com a saída de Teich, o secretário executivo do ministério, general Eduardo Pazuello, assumiu interinamente a pasta. (Metrópoles)


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