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A presença de Amazonino Mendes e sua declaração de apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB) para o Governo do Amazonas, foram o grande destaque do ato de adesão ocorrido na manhã desta sexta-feira no Dulcila Festas e Convenções.

Na coletiva, ao ser questionado se o ex-governador Omar Aziz (PSD), sentir saudades e quiser voltar, Eduardo Braga disse que as portas sempre estarão abertas. “Em 1998 quando estive com o Lula em São Paulo, ele me disse assim : "apoio não se recusa e voto não se rasga". Por tanto, as portas sempre estão abertas”, declarou o senador.

Contudo, para Amazonino Mendes, Omar Aziz pode voltar a integrar ao grupo que o elegeu governador do estado, mas “ele (Omar) terá de rezar alguns Pai Nossos”, brincou, arrancando muitas risadas dos presentes à coletiva.

Ao ser questionado se, ao fechar a aliança com Eduardo, seria candidato, Amazonino voltou a brincar, “minha filha pense num passarinho voando. Hoje só tenho a dar, não tenho mais o que pedir”, completou.

Conversa no auditório

Antes da conversa com os jornalistas, Amazonino Mendes e Eduardo Braga, discursaram para as pessoas que estavam no salão do Dulcila. Lá, em meio aos gritos da multidão de: “o Negão voltou e o Dudu voltou”, o ex-prefeito declarou que todo seu apreço ao senador surgiu há muito tempo, quando o hoje senador ainda era um jovem ingressando na política.

“Aqui do meu lado está um homem que nasceu deste coração”, disse, batendo no próprio peito. “Eu observava aquele jovem de futuro radiante. Trocávamos ideias e, naqueles momentos, eu já conhecia o futuro do Amazonas, já enxergava o futuro da nossa história”.

Para quem ficou surpreso com o reencontro de Amazonino com Braga, por conta das desavenças políticas e eventual rompimento que os dois tiveram ao longo dos anos, Amazonino fez questão de esclarecer: “Brigamos, e muito. A briga era feroz porque somos de personalidades fortes, pessoas determinadas. Mas quis o destino, através dos desígnios de Deus que, para o bem do povo, nos reencontrássemos”, disse Amazonino, acrescentando que foram meses de longas conversas e até mesmo algumas desavenças antes que os dois selassem a aliança.

“Não estamos aqui celebrando uma negociata política. Estamos aqui para selar o início de uma nova forma de fazer política no Estado. Uma forma decente, honesta e vitoriosa”, disparou Amazonino.

O senador Eduardo Braga também explicou a forma como foi criada a aliança com o PDT de Amazonino Mendes. “Para quem disse que ficaríamos isolados já temos em nossa aliança onze partidos”, disse o senador.

“Estamos conversando bastante sobre plano de governo e as políticas para as áreas de Educação, Saúde e Infraestrutura. Não estamos, neste momento, fazendo uma postura eleitoral. Na verdade, estamos trabalhando um programa de governo que represente um avanço para o Amazonas”, afirmou,

Eduardo Braga disse, que o programa de governo que vem sendo traçado dentro do arco de alianças está focado, por exemplo, como a melhoria da qualidade dos serviços públicos como na mobilidade urbana e no fornecimento de água.

“O que nós queremos é que as mudanças aconteçam, mas de forma concreta, ou seja, não queremos que sejam apenas promessas de campanha. Se somarem as promessas que andam fazendo pelo interior, já está chegando a mais de R$ 5 bilhões. Não é isso que estamos planejando para o nosso povo”, comentou Braga.

Alianças

Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Social Democrático Cristão (PSDC), Partido Ecológico Nacional (PEN) e Partido Pátria Livre (PPL) anunciaram oficialmente que estão unidos em prol da candidatura de Eduardo Braga. Ao todo, agora a aliança já soma 11 partidos, já que o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Republicano Brasileiro (PRB), Partido dos Trabalhadores (PT), e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) já haviam anunciado sua adesão ao grupo.

Ao falar de alianças Eduardo Braga, disse ainda que tem conversado com o senador Alfredo Nascimento, o deputado federal Henrique Oliveira e o vice-prefeito Hissa Abrahão, que não deverá mais ser candidato ao governo, mas a deputado federal.


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