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O diretor do Grupo Samel, Ricardo Nicolau, defendeu, em reunião técnica na Câmara dos Deputados, uma mudança nas diretrizes nacionais de combate à pandemia do novo coronavírus. Para o coordenador do Hospital de Campanha da Prefeitura de Manaus, o Brasil precisa adotar protocolos de tratamento precoce da Covid-19 e fazer diagnóstico por tomografia computadorizada para evitar hospitalizações em massa.

“O que o Brasil precisa fazer com urgência é o diagnóstico e tratamento precoce da Covid-19. Não adianta fazer teste rápido porque não funciona, só detecta depois de oito dias. É preciso fazer o diagnóstico precoce através de tomografia computadorizada e iniciar o tratamento imediatamente para evitar a hospitalização. Caso contrário, não adianta ter 1 milhão de respiradores que não vamos conseguir combater”, afirmou, por meio de videoconferência, na quinta-feira, 23.

Testado positivo para o novo coronavírus esta semana, Ricardo Nicolau relatou sua experiência pessoal com o tratamento antecipado, o mesmo adotado pelo Grupo Samel em suas unidades e no hospital de campanha municipal. Os protocolos clínicos da rede privada de saúde incluem a utilização da Cápsula “Vanessa”, tecnologia de ventilação não invasiva que evita a intubação orotraqueal do paciente internado.

“A cápsula protege a equipe de saúde, permite terapias complementares, permite usar o BiPAP em vez do respirador e tem uma recuperação e alta em até cinco dias”, explicou o gestor. “É um conjunto de fatores que têm dado resultado. Eu sou prova disso. Tenho uma lesão significativa na tomografia. Já estou fazendo o tratamento e estou bem. Estou com saturação de 98%, não tenho febre. Esse é o caminho para o Brasil: diagnóstico precoce e tratamento precoce.”

A reunião técnica da Câmara Federal foi convocada pela Comissão Externa de acompanhamento de ações preventivas da pandemia, que é presidida pelo deputado federal Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP/RJ). Na ocasião, o parlamentar convidou Ricardo Nicolau para uma nova audiência temática que vai debater métodos de testagem e diagnóstico.

Hospital de campanha – Com apenas duas semanas em funcionamento, o Hospital de Campanha da Prefeitura de Manaus já abriu 59 leitos de internação, entre Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e semi-intensiva. A capacidade máxima é para 279 leitos. Na última quarta-feira, dia 22, nove pacientes receberam alta domiciliar após terem sido tratados com o método “Vanessa”.

A unidade hospitalar foi montada no prédio de uma escola municipal no bairro Lago Azul, zona norte da capital. O hospital é mantido pela Prefeitura de Manaus, em parceria com o Grupo Samel e o Instituto Transire. Os pacientes internados são transferidos de outras unidades de saúde do Estado e do Município, por meio da Central de Regulação.


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