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Após afirmar que foi diagnosticada com malária na segunda (10), Camila Pitanga, 43, se tornou alvo de notícias falsas nas redes sociais. Internautas sugeriram que a atriz teria falsificado o resultado do seu exame de Covid-19, que deu negativo, segundo ela. Os mesmos afirmavam que a malária seria apenas uma “desculpa” para a artista utilizar cloroquina, medicamento indicado para o tratamento da doença.

“Malandra é a Camila Pitanga que diz que pegou malária no Leblon para poder tomar cloroquina sem dar o braço a torcer”, afirmou um usuário no Facebook. Declaradamente contra o atual governo de Jair Bolsonaro, o mesmo que defende o uso de cloroquina para tratar sintomas de Covid, Camila Pitanga reafirmou, através da sua assessoria, que seu diagnóstico para o vírus deu negativo.

O F5 teve acesso ao resultado do exame e o laudo médico da atriz, que afirmam que ela e sua filha Antônia, contraíram malária após permanecerem em isolamento social na praia de Barra do Una, localizada na região de São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

Segundo a agência Lupa, que também apurou tais informações, Pitanga está tomando cloroquina e primaquina para se recuperar. Desde o início da pandemia, o medicamento foi amplamente divulgado como a “cura do novo coronavírus” de forma incorreta. De acordo com estudos clínicos randomizados e duplo-cegos que comprovaram que a hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento da Covid-19 nem no início da doença, nem em casos mais graves.

Através das redes sociais, Camila Pitanga tem compartilhado informações sobre a malária e também sobre o tratamento com a cloroquina. “Há um protocolo e remédios cientificamente comprovados que tratam a malária. Os médicos são profissionais treinados que receitam o tratamento. Não é achismo, nem ilusão, nem um teste, são fatos, repito, cientificamente comprovados por profissionais competentes em suas áreas de atuação.”

Há tratamento, mas não há vacina, então a melhor forma de se prevenir quando estiver em área principalmente de Mata Atlântica é usando repelentes, mosquiteiros, roupas que cubram ao máximo a pele e principalmente preservando o meio ambiente”, afirmou Pitanga.

A atriz afirmou na quarta (12) que está se recuperando muito bem e agradeceu as mensagens de carinho e apoio dos fãs e internautas. “Essa trama de amor pode ser tecida mesmo por quem a gente não conhece, mas que tá aqui, nas redes, em geral manifestando seus votos de saúde pra mim e pra minha filha. Nós duas que estamos nos cuidando juntas, sendo cuidadas juntas e agradecidas por tanto carinho que estamos recebendo. Estamos bem e logo logo vamos melhorar ainda mais, sendo medicadas corretamente com o tratamento recomendado cientificamente para a nossa doença.”

A atriz, que está em isolamento com a família, aguarda a retomada das gravações de “Aruanas 2” (Globoplay). Ela já estava no elenco da primeira temporada, quando interpretou a ambiciosa advogada Olga. Houve boatos de que ela deixaria a Globo nos últimos meses, mas a informação foi desmentida pela emissora.

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Quando a gente pensa em malária, doença transmitida pela picada do mosquito Anopheles, pelo pequeno número de casos aqui no Sudeste, imaginamos que é uma doença rara. Por exemplo, na região de Mata Atlântica em SP, onde eu e minha filha contraímos a doença, ano passado foram registrados apenas 13 casos segundo dados do SINAN. Enquanto isso, na região amazônica, em 2018, foram registrados quase 200 mil novos casos, segundo dados do Ministério da Saúde. É lá que se concentram 99% dos pacientes. Então a malária é sim uma doença que precisa de mais atenção, mais orientações e cuidados, seja por 1, 13 ou por 200 mil casos. Eu amarguei 10 dias de febres e dores até ter uma resposta e iniciar o tratamento e esse é um dos motivos da letalidade, a falta de informações para um diagnóstico rápido e preciso. Esse tratamento pode ser feito no Sistema Unico de Saúde, o SUS. Há um protocolo e remédios cientificamente comprovados que tratam a malária. Os médicos são profissionais treinados que receitam o tratamento. Não é achismo, nem ilusão, nem um teste, são fatos, repito, cientificamente comprovados por profissionais competentes em suas áreas de atuação. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, dores de cabeça, sudorese. Há tratamento, mas não há vacina, então a melhor forma de se prevenir quando estiver em área principalmente de Mata Atlântica é usando repelentes, mosquiteiros, roupas que cubram ao máximo a pele e principalmente preservando o meio ambiente. Nós invadimos a casa dos animais silvestres e o resultado são novas e velhas doenças cada vez mais comuns circulando entre os humanos. Leiam, informem-se e cuidem-se. Obrigada @lucianamkg e @clarafreirearaujo por me alertarem sobre a incidência da malária em outras regiões do país. Obrigada ao Dr Jesséé Alves e Dr André Machado por essas informações tão valiosas. E #VivaOSUS #DefendaOSUS

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(Folha de S.Paulo)


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