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Morreu nesta quinta-feira (27), aos 72 anos de idade, Valdir Espinosa, técnico campeão do mundo com o Grêmio em 1983.

O gaúcho trabalhava como gerente de futebol do Botafogo, clube pelo qual conquistou o Campeonato Carioca de 1989 como treinador. Ele passou por uma cirurgia no abdômen há duas semanas, foi internado novamente depois e morreu em decorrência de complicações da operação.

“É com muita dor e imenso pesar que o Botafogo de Futebol e Regatas comunica o falecimento do professor Valdir Espinosa, aos 72 anos. Comandante do título Carioca em 1989, Espinosa exercia a função de gerente técnico desde dezembro de 2019. Muito querido no clube por torcedores e por quem conviveu com ele no dia a dia, Espinosa vai fazer muita falta. Sua liderança, exemplo e ensinamentos seguirão no Botafogo como legado dessa figura tão representativa na história do clube”, disse o Botafogo, em nota.

O presidente botafoguense, Nelson Mufarrej, decretou luto oficial de três dias. Além disso, a bandeira alvinegra da sede de General Severiano foi hasteada a meio mastro.

Nascido em Porto Alegre, Valdir Espinosa teve uma curta carreira como jogador. Lateral direito, começou sua trajetória em 1970, no Grêmio, e passou ainda por CSA, Esportivo-RS e Vitória antes de pendurar as chuteiras, em 1978.

Sua maior contribuição ao futebol ocorreu como treinador. Seu primeiro trabalho, no Esportivo de Bento Gonçalves, chamou atenção. Com a equipe, Espinosa foi vice-campeão estadual.

No Grêmio, foi campeão da Copa Libertadores e do Mundial em 1983, comandando o então jovem ponta direita Renato Gaúcho, autor dos dois gols gremistas na vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, em Tóquio.

Também pelo clube, foram campeões da Copa do Brasil de 2016. Na ocasião, Espinosa era o coordenador técnico tricolor, e Renato, o técnico.

Além das glórias com o Grêmio e do Carioca conquistado com o Botafogo, que encerrou uma fila de 21 anos do clube carioca, conquistou estaduais também por Ceará, Londrina e Brasiliense.

Fora do país, trabalhou no futebol japonês, na Arábia Saudita e no Paraguai. No paraguaio Cerro Porteño, foi bicampeão nacional, ganhando o carinho dos torcedores do clube. (Folha de S.Paulo)


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