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O cansaço das longas escalas de serviço, somando a pressão diária dos comandos e a grande quantidade de ocorrências, pode ser um dos motivos que causou um acidente na madrugada desta terça-feira, quando uma viatura do Ronda no Bairro, da 20ª Companhia Interativa Comunitária, chocou-se com um barranco na área do Tarumã, Zona Centro-Oeste de Manaus.

Os policiais militares, ficaram jogados no asfalto e foram socorridos por populares e levados ao Pronto-Socorro e Hospital João Lúcio, onde se encontram internados em observação.

Em conversa com a reportagem do Fato Amazônico, a escala de serviços hoje tirada por eles é a seguinte: 3 x 1 e 3 x 2, ou seja trabalha três dias e folga um e em seguida trabalha 3 e folga 2.

“Essa é a nossa fadigada escala de serviço”, disse um policial, acrescentando que enquanto a deles é assim na Polícia Civil, um policial trabalha 24h e folga 72. “Para ficarmos com a família os fins de semana precisamos trabalhar dois meses”, acrescentou.

De acordo com os policiais, a escala de serviço leva a trabalharem na madrugada, o que é ainda pior, pois 2 x 2, ou seja o policial sai do serviço de manhã, mas à noite já vai para o trabalho tirar serviço outra vez.

O policial disse ainda que, para melhorar o rendimento do salário, muitos militares trocam a folga pela Gratificação de Trabalho Extra (GTE) e outros acabam fazendo os chamados “bicos”, na segurança particular.

Entramos em contato com assessoria de imprensa da Polícia Militar, para falar a respeito das denúncias dos PMs a respeito das escalas de serviço, pelo celular 912x-8x6x, mas estava fora da área de serviço.

A Associação dos Cabos e Soldados tem divulgado folders de uma campanha com um título “Por uma escala de serviço mais humana”. A entidade luta há tempos por melhores salários e escala de serviços para os policiais militares.


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