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Representantes da Prefeitura de Manaus compareceram à Câmara Municipal de Manaus para falar do suposto envolvimento do policial militar Elizeu da Paz com a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira dama. O convite para o comparecimento foi oficializado na terça (08) pelo próprio presidente da Casa Legislativa, vereador Joelson Silva (PSDB), em consonância com todos os vereadores presentes na sessão plenária.

No lugar do Prefeito Arthur Neto à CMM, compareceu o secretário municipal de Articulação Política, Luiz Alberto Carijó, que disse desconhecer qualquer ordem do prefeito a Elizeu da Paz para que o mesmo comparecesse à casa de Alejandro Valeiko, na noite do dia 29 de setembro, quando o engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, 42, foi visto pela última vez antes de ser assassinado.

Elizeu da Paz trabalhava na Casa Civil da Prefeitura de Manaus e atuava como assessor e segurança particular de Arthur Neto.

Em sessão plenária da CMM, Carijó afirmou que não houve nenhuma orientação do prefeito ou de quem quer que fosse para que Elizeu comparecesse à casa de Alejandro.

“Tenho certeza absoluta que nenhuma ordem partiu do prefeito”, afirmou Carijó, que não descartou a possibilidade do policial ter se deslocado espontaneamente à casa de Alejandro. “A qualquer momento o segurança pode sim, se ele achar, fazer uma ronda para manter a segurança”, completa.

Carijó confirmou, entretanto, que Walter Nascimento, servidor da Casa Militar, acompanhou Alejandro Valeiko em viagem ao Rio de Janeiro após o assassinato de Flávio Rodrigues por se tratar de “pessoa de mais estrita confiança do prefeito”.

Sobre o uso de viatura da Prefeitura na noite do assassinato do engenheiro Flávio, Carijó declarou que foi instalada Comissão de Sindicância para apurar a as devidas responsabilidades.

Comissão de Sindicância

De acordo com o procurador-geral do Município, Rafael de Araújo, a Comissão de Sindicância tem prazo de 30 dias que podem ser prorrogados por mais 15. Durante fase de apuração, a comissão poderá afastar Elizeu da Paz e, na fase de finalização, demitir o policial militar impedindo ele se assumir cargo similar da estrutura do município.

“Tem que terminar o inquérito policial para que haja os indícios dos ilícitos e das infrações. Tendo os ilícitos e as infrações a comissão de inquérito vai ter subsídios necessários para fazer o enquadramento legal dentro do aspecto administrativo. No máximo serão 45 dias corridos”, afirmou Luiz Alberto Carijó.


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