Manifestantes protestam contra violência policial em frente à Casa Branca, em Washington - Jonathan Ernst - 31.mai.20/Reuters
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As luzes da Casa Branca, residência oficial do presidente dos Estados Unidos, foram apagadas no domingo (31), como medida de segurança durante a sexta noite de uma série protestos contra violência policial e racismo no país.

Além da capital, Washington, pelo menos 40 cidades americanas decretaram toque de recolher, o que não impediu milhares de manifestantes de voltarem às ruas em meio à pandemia de coronavírus.

Os atos começaram como manifestações pacíficas depois que um homem negro desarmado, George Floyd, morreu sufocado por um policial branco, que ajoelhou sobre o pescoço dele, no chão, em Minneapolis.

À medida que as manifestações se alastraram pelo país, no entanto, inúmeros embates entre policiais e manifestantes passaram a ser registrado, e lojas foram incendiadas e saqueadas.

Na maior parte do domingo, as manifestações seguiram pacíficas, como, por exemplo, em uma marcha em Nova York. Houve, porém, já no fim da tarde, confrontos entre ativistas e agentes de segurança na Filadélfia, em Santa Monica e em San Diego.

Caminhão-tanque avança sobre manifestantes em rodovia em Minneapolis, durante protesto antirracismo – Eric Miller/Reuters

Em Minneapolis, um caminhão-tanque avançou sobre os ativistas, mas ninguém ficou ferido, segundo uma testemunha da agência de notícias Reuters. O motorista foi retirado do caminhão e espancado.

Em várias cidades, manifestantes quebraram vidros de lojas e atearam fogo a estabelecimentos, e a polícia usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Jornalistas e manifestantes pacíficos também foram alvos de policiais.

Em um vídeo de Minneapolis, um veículo militar da Guarda Nacional trafega em uma rua, seguido de policiais usando equipamento de combate.

Um dos policiais manda residentes ficarem dentro de suas residências e depois grita “põe fogo neles” antes de atirar com balas de borracha contra um grupo de pessoas na frente de uma casa. O toque de recolher na cidade permite que os moradores ficam na frente de suas casas.

Em Nova York, a polícia prendeu cerca de 350 pessoas entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, e 30 policiais tiveram ferimentos leves.

O prefeito Bill de Blasio afirmou que a conduta dos policiais está sendo investigada. Também serão examinados vídeos mostrando um veículo da polícia avançando em uma multidão de manifestantes que estava jogando entulho no carro, no bairro do Brooklyn.

De Blasio afirmou que não viu um vídeo em que um policial tira a máscara de um manifestante que está com as mãos para cima e atira spray no rosto dele, possivelmente de gás de pimenta.

A pequena distância entre os manifestantes, e o fato de alguns não usarem máscara, gerou preocupações quanto a uma ressurgência da Covid-19, que já matou mais de 100 mil pessoas nos EUA.

Cidades como Atlanta, Los Angeles, Chicago, Seattle, Filadélfia, Denver, Cincinnati e Portland foram palco de tumultos envolvendo manifestantes e policiais. Em Dallas, um grupo de pessoas foi flagrado em um vídeo batendo no dono de uma loja, que os perseguiu com um machete.

Minneapolis teve a quinta noite seguida com incêndios, saques e vandalismo. O governador do estado afirmou no sábado (30) que estava acionando toda a Guarda Nacional de Minnesota pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.


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