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Apesar de a Polícia Civil dizer que Miguel Otávio Santana da Silva, 5, foi vítima de um homicídio culposo (quando o autor do crime não tem intenção de matar), a OAB-PE aponta que a hipótese de homicídio doloso, quando há intenção, não pode ser descartada. Miguel morreu na última terça (2) ao cair do nono andar de um prédio de alto padrão no Recife, equivalente a uma altura de 35 metros, enquanto estava sob os cuidados da patroa de sua mãe, Sarí Corte Real, primeira-dama de Tamandaré (PE). Sarí divulgou uma carta de perdão à mãe de Miguel por meio da assessoria de imprensa do prefeito de Tamandaré depois de 3 dias de silêncio.

A mulher chegou a ser presa em flagrante por homicídio culposo, mas delegado Ramon Teixeira entendeu que ela agiu com negligência, e a liberou após o pagamento de uma fiança de R$ 20 mil.

Apesar do delegado de polícia que acompanha o caso da morte de Miguel ter informado tratar-se de homicídio culposo, o presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, acredita que “nenhuma linha de investigação deve ser descartada, incluindo a hipótese de homicídio por dolo eventual”. “Nenhuma linha de investigação deve ser desconsiderada. A OAB-PE acompanhará o caso para que tenha o melhor desfecho, dentro da legalidade, garantindo-se o contraditório e a ampla defesa”, afirmou, de acordo com nota publicada no site da OAB-PE.

A OAB-PE designou a CDH (Comissão de Direitos Humanos) para acompanhar o caso. O presidente da CDH, Cláudio Ferreira, informou que irá se habilitar no inquérito que apura a morte de Miguel.

Abaixo-assinado

Um abaixo-assinado que pede justiça para o caso do menino Miguel Otávio Santana da Silva, morto ao cair do nono andar, após ser negligenciado pela patroa de sua mãe, a primeira-dama de Tamandaré (PE), Sari Corte Real, já conta com mais de dois milhões de assinaturas.

“Queremos justiça pela vida do pequeno Miguel e por toda sua família vítima de uma tremenda irresponsabilidade da Patroa. A vida dele importa e vale muito mais que 20 mil reais de fiança! Cobramos por justiça e para que os responsáveis paguem pelo crime”, diz o texto.

A morte de Miguel

A morte de Miguel Santana repercute fortemente nas redes. O menino, de 5 anos, caiu do Condomínio Píer Maurício de Nassau, após ser deixado aos cuidados de Sari, enquanto a mãe, trabalhadora doméstica, saiu para passear com os cães da primeira-dama de Tamandaré.

Mirtes Renata Souza, mãe do garoto, contou que era empregada doméstica do prefeito de Sérgio Hacker, e da sua esposa, Sari Corte Real. “Se fosse eu, meu rosto estaria estampado, como já vi vários casos na televisão. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias. Mas o dela não pode estar na mídia, não pode ser divulgado”, desabafou.

Para assinar, acesse aqui. Veja abaixo o texto do abaixo-assinado:

Um menino de 5 anos morreu, nesta terça-feira (2), após cair do 9º andar de um prédio no bairro de São José, no Centro do Recife. Segundo a Polícia Militar, o caso ocorreu às 13h, no Condomínio Píer Maurício de Nassau, um dos imóveis do conjunto conhecido como “Torres Gêmeas”. A mãe dele trabalhava no quinto andar do prédio.

Miguel Otávio Santana da Silva era filho de uma empregada doméstica. O perito criminal André Amaral, que esteve no local para as primeiras investigações, informou que é possível informar a altura da queda. “Ele caiu de uma altura aproximada de 35 metros”, afirmou o profissional.” [fonte: G1-PE]

Enquanto a mãe de Miguel saiu pra passear com os cachorros da patroa, a criança ficou sob a responsabilidade da mesma. Ele começou a chorar querendo a mãe e foi deixado (por negligência) solto com apenas 5 anos em um elevador. Quando acabou parando no 9° andar, onde não havia proteção e caiu de lá levando a fatalidade. Queremos justiça pela vida do pequeno Miguel e por toda sua família vítima de uma tremenda irresponsabilidade da Patroa. A vida dele importa e vale muito mais que 20 mil reais de fiança! Cobramos por justiça e para que os responsáveis paguem pelo crime.

#JUSTIÇAPORMIGUEL 


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