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Cássio assinou contrato com o Corinthians em setembro de 2011 e chegou ao clube no início de 2012. A temporada 2020 é a nona seguida do goleiro no clube do Parque São Jorge. Nesta quinta-feira, o capitão alvinegro usou toda esta experiência para falar sobre o atraso de três meses na folha salarial do elenco.

“Não adianta chegara aqui e ficar criticando o clube. Lógico que você quer receber em dia, mas estou na minha nona temporada aqui, nunca aconteceu de estar um mês de salário atrasado, sempre foi certinho. Quando jogador chega, a gente conversa sobre isso. Infelizmente, aconteceu, temos conversado com a diretoria, nos passaram algumas situações que podem acontecer, até porque nunca aconteceu, o pessoal sempre foi certinho com a gente, e agora chegar aqui e começar a falar mal… Momento difícil, não sei quando poderemos ter público no nosso estádio, mas o quanto antes o Corinthians conseguir resolver o problema vai ser legal”.

Com o retorno do Campeonato Paulista agendado para o dia 22 de julho, daqui suas semanas, Cássio também falou sobre qual a maior dificuldade nesse retorno às atividades depois de mais de 100 dias parado.

“O trabalho com bola mesmo. A parte física, acho que todo mundo voltou em um nível bom. O entrosamento, a gente já se conhece. A parte de contato com bola… São três meses sem contato, isso dificulta um pouco, fazer um bom domínio, eu tentar fazer o movimento certo em uma entrada de bola, confesso que na primeira semana tive um pouco dificuldade pelo tempo sem bola”.

Veja mais trechos da entrevista de Cássio:

Treinos

“Os goleiros pode ser que sofram um pouquinho mais, a primeira semana foi um pouco mais difícil, jogador de linha trabalha muito a parte física e o nosso é contato com bola, levanta, cai…Creio que teremos mais dificuldade, mas já me vejo num nível bom”.

Volta do futebol

“Lógico que a gente está vendo que muitas pessoas estão tendo problema, perdendo a vida. Eu peguei o corona. Eu, minha filha, minha esposa, todas as pessoas na minha casa, e graças a Deus não elas não tiveram sintomas e se recuperaram. É complicado, o clube tem tomado total precaução. Aqui, creio que estamos seguros nessa situação de infecção, mas temos de ver o lado do clube, como funciona, creio que todos estão passando muita dificuldade de não ter jogo, receita de não voltar, três meses parado. Acho que uma hora vai ter que começar, não sei falar exatamente se é essa a hora, se é o momento ou não”.

Caso de covid-19

“Quando aconteceu, fiquei um pouco surpreso, porque quando descobri que eu estava, a minha filha e esposa já estavam imunes, tinha a babá que cuida da minha filha, já estava imune também, e eu e outra pessoa estávamos com o vírus. Não tive nenhum problema e sintoma, fiquei mais surpreso, chateado, porque queria voltar aos treinos. É uma situação que é difícil, graças a Deus foi tudo bem, mas sabemos que têm pessoas que pegaram e tiveram grande problemas, é difícil descrever”.

Mudanças no time

Creio que nós temos de ser inteligentes, aprender com os erros, evoluir com o que fizemos bem feito. Foi um momento de parada, conversamos para não cometermos os mesmos erros, o nível de treinamento está sendo muito alto, a cobrança e a interação dos jogadores, temos conversado muito, buscado acertar e voltar à rotina, buscar vitórias, sair ganhando”.

Chegada de Jô

“Um cara dedicado, comprometido, tipo de jogador que todo mundo quer no seu grupo, muito profissional em campo e fora ajuda, na liderança, com os meninos mais novos, já conhece o clube, veio da base do Corinthians. E, pelo que tenho visto, veio com muita vontade de poder ajudar. Vou ficar só elogiando se ficar falando”.

Jô e Boselli juntos

“No meu ponto de vista, quanto mais alternativa e situação positiva tiver, melhor. Até para surpreender o adversário, temos de explorar. Dois centroavantes de qualidade, por onde passaram, foram goleadores, creio que não vai te problema nenhuma. Essa pergunta o professor Tiago pode responder melhor”.

Vantagem dos rivais

“Eu, particularmente, acredito que podem estar, sim. Flamengo, há quanto tempo já estão treinando, jogando. No Sul, o Atlético-MG já está um bom tempo treinando. Pode ser que no começo tenham alguma vantagem e no decorrer tudo vai se nivelar. Mesmo assim, temos de passar por cima e superar isso”

Cuidado contra covid-19

“Isso vai um pouco de nós também. Não adianta passar o protocolo e você não respeitar o protocolo. Aqui no clube todo mundo tem cumprido, não adianta só botar pressão no departamento médico, diretoria. Se não cumprirmos com nossa obrigação também…” (Gazeta Esportiva)


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