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Desde a reinauguração do Centro Cirúrgico, o Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte Delphina Aziz vem contribuindo para a  ampliação da oferta de cirurgias eletivas de colecistectomia, hernioplastia e ostomias na rede pública de saúde. Reinaugurado em 15 de abril, o Centro Cirúrgico da unidade realizou, até 30 de junho, 352 cirurgias, ultrapassando a meta estabelecida para o período, de 110 cirurgias por mês.

Um dos beneficiados foi Alexandre Babilônio Brandão, de 26 anos. Ele aguardava por uma cirurgia de reversão de colostomia há quatro anos e meio. Em maio, após passar por avaliação, conseguiu fazer a cirurgia no Delphina Aziz para a retirada da bolsa de colostomia. De alta, ele agradece por não estar mais usando a bolsa. “Tem mais ou menos um mês que eu saí do hospital, e hoje eu estou muito bem, muito feliz. Hoje eu acordo, passo a mão na minha barriga e vejo que aquilo [a bolsa] não existe mais”.

A bolsa de colostomia é um saco coletor que recolhe fezes ou a urina de pessoas que passaram por processo de ostomização. No procedimento é construído um canal (estoma) para eliminação de excreções nas pessoas com agravos que impedem a eliminação pelas vias normais. Depois de curado, o paciente pode fazer a cirurgia de reversão.

Alexandre afirma que se surpreendeu com a estrutura e com o atendimento que recebeu no hospital, durante o período em que ficou internado. “Agradeço muito aos profissionais do Delphina Aziz. Eu não podia sentir uma dor que eles estavam aqui comigo do meu lado. Agradeço a Deus por me dar mais uma oportunidade”.

Baleado numa tentativa de assalto, após a cirurgia, ele diz que ganhou uma chance de recomeçar a vida, principalmente porque agora pode voltar ao mercado de trabalho.

“É muito difícil passar por preconceitos. A gente é jovem, podendo ter tudo na vida, podendo arrumar um trabalho, podendo cuidar do filho e, do nada, passar pela situação por que eu passei, pegar três tiros e ficar sofrendo, usando uma bolsa de colostomia. Mas, graças a Deus, hoje posso arrumar um emprego digno. As empresas não queriam ter uma pessoa com uma bolsa”, revela Alexandre, que precisou trabalhar como lavador de carros para ajudar no sustento da família.

A dona de casa, Marilza Ferreira Nogueira, de 45, passou por uma colecistectomia no Delphina Aziz, dia 15 de junho, para a retirada da vesícula, procedimento que ela esperava há mais de dois anos.

A paciente conta que foi muito bem acolhida no hospital por todos que a atenderam.  “O atendimento aqui foi superbacana. Desde a recepção, e em todas as consultas a que vim, eu fui atendida muito bem. Equipe cirúrgica, pessoal da enfermagem, até mesmo o pessoal da limpeza, são pessoas que tratam a gente muito bem, deixam a gente à vontade. Até brinquei com meu esposo que, por mim, eu nem saía mais, porque é muito bom você chegar num lugar assim e ser bem tratado”.

Aumento da capacidade – O hospital faz parte do Complexo Hospitalar Zona Norte (CHZN), que também envolve a Unidade de Pronto Atendimento Campo Sales sob a gestão do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). Além das cirurgias eletivas de colecistectomia, hernioplastia e ostomias, o hospital passou a realizar cirurgias de urgência e emergência para dar apoio à rede de saúde.

De acordo com a diretora técnica do Complexo Hospitalar da Zona Norte, Mayla Borges, as mudanças feitas no hospital trouxeram resultados positivos para a população.

“Desde o inicio da nossa gestão, no dia 1º de abril, iniciamos o serviço de cirurgias eletivas e, nos primeiros três meses, fizemos mais de 350 cirurgias. Nos primeiros 15 dias de julho foram mais 76 cirurgias e, se continuar esse ritmo, vamos ultrapassar novamente a meta”.

Novos leitos – Para que a capacidade cirúrgica do Hospital Delphina Aziz aumentasse foram reabertas uma sala de cirurgia eletiva e uma sala de urgência e emergência, além da reinauguração do ambulatório pré e pós-cirúrgico, com atendimento em cardiologia, anestesiologia e cirurgia geral. Os pacientes internados recebem ainda serviços de cardiologia, com a realização de ecocardiograma e avaliação cardiológica.

Nos três meses de nova atividade, a unidade abriu 28 leitos de enfermaria cirúrgica e 50 leitos de Terapia Intensiva, sendo 20 leitos pediátricos e 30 leitos adultos. 


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