Foto: Robervaldo Rocha
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Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), aprovaram na terça-feira (19/5), em sessão plenária virtual, o requerimento 474/2020, do vereador Elias Emanuel (PSDB), que convida o diretor do Hospital Adventista de Manaus, pastor Gilmar Fiuza, para tratar as informações referentes as acusações relativas ao aumento no valor das consultas após a confirmação de casos de infecção pelo coronavírus na cidade de Manaus. O Hospital é beneficiado com a isenção de impostos devido ao seu caráter filantrópico.

A denúncia foi feita por diversos usuários dos serviços hospitalares e chegou a ser averiguada pelo Procon no início do mês de março. Segundo Elias, a consulta no hospital que antes custava R$ 500 passou a custar R$ 3 mil e o caução para internação chegou ao preço de R$ 100 mil, para casos de tratamento da covid-19, ressaltando que não se trata de uma “guerra santa” entre católicos e evangélicos, mas sim de uma oportunidade para discussão e esclarecimento por parte da unidade filantrópica.

“Qual é o espírito de responsabilidade social do Hospital Adventista? Por que esse reajuste? Diante de tantas versões sobre a credibilidade do Hospital, eu acredito que o requerimento oferece a oportunidade para que a instituição possa repor a verdade, apresentar seus números e até pavimentar sua reputação perante a sociedade”, esclarece Elias Emanuel.

O vereador Chico Preto que votou favorável ao requerimento disse que além da questão dos preços abusivos, existe a questão da renúncia fiscal, o município abre mão dos impostos, mas o Hospital não abre portas para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O hospital disse em uma nota que se mantém solidário ao povo de Manaus. Mas como você pode demonstrar solidariedade, aumentando, dobrando seus preços e impedindo o serviço? Porque no Hospital Adventista ou você tem um bom dinheiro no bolso ou um bom plano de saúde”, destacou o vereador de oposição.

Por não devolver os impostos, a instituição é reconhecida pela prefeitura de Manaus como uma instituição filantrópica.

Um segundo requerimento de Elias, pede que a Comissão de Defesa do Consumidor da CMM investigue a instituição e que sejam tomadas as medidas necessárias para proteger os consumidores da cidade de Manaus e os próprios clientes do Hospital Adventista. “Não é hora de majoração de preços, não está na hora da cobrança esfoliatória em cima de cidadãos e tantas famílias que estão precisando de ajuda para salvar seus entes queridos”, disse o tucano.

Os vereadores Wallace Oliveira (Pros) e professor Samuel (PL), se colocaram contra o requerimento. Samuel que é adventista, alegou que quando notificado, o Procon não encontrou irregularidades nas notas do Hospital.

O vereador Elias Emanuel retirou de pauta o segundo requerimento mas manteve o aprovado que convida a direção do Hospital a prestar esclarecimentos. Cabe agora à Comissão de Defesa do Consumidor marcar uma data para a realização da audiência.


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