Família colombiana acampada no aeroporto de Guarulhos, em maio - Miguel Schincariol - 26.mai.20/AFP
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Os colombianos que ocuparam por cerca de dois meses o aeroporto de Guarulhos já voltaram todos para seu país. A informação foi dada por integrantes do grupo e confirmada pela GRU, administradora do espaço, e pela prefeitura de Guarulhos.

O número de pessoas dessa nacionalidade acampadas por lá chegou a mais de 300 —eram 311 no dia 6 de junho, segundo contagem feita por eles próprios. Havia estudantes, turistas e, principalmente, imigrantes que vivem no Brasil e ficaram sem renda devido à pandemia de coronavírus.

Alguns vieram de outros estados, caminhando parte do trajeto. Muitas famílias tinham crianças, inclusive bebês de menos de um mês.

Eles ficaram alojados em quatro salas de espera no mezanino do terminal 2, sem poder tomar banho (porque não há chuveiros no aeroporto) e dependendo de doações para se alimentar. Colombianos que vivem no Brasil, ONGs e brasileiros voluntários os ajudaram nesse período.

Sem dinheiro para as passagens, que custavam em torno de R$ 2.000, alguns ficaram lá por até 50 dias. Eles conseguiram ir embora graças a doações de bilhetes e dinheiro por parte de organizações, empresas, funcionários do aeroporto e de outras pessoas que se mobilizaram e fizeram vaquinhas.

Muitos também receberam dinheiro enviado por seus familiares e amigos na Colômbia, que foram juntando a quantia que conseguiram nas últimas semanas. Outra parte eram turistas que tinham reservas suspensas com o cancelamento de voos devido ao fechamento de fronteiras e foram encaixados pelas companhias aéreas em voos recentes.

Houve ao menos cinco voos em junho de Guarulhos para a Colômbia. No último deles, no dia 28, os cerca de 30 estrangeiros que restavam no grupo foram embarcados.

“Graças a Deus e aos irmãos brasileiros já estamos em Bogotá”, diz Jaider Ocoro Ávila, 25, que passou 40 dias no aeroporto.

Ele morava no país havia dois anos e se sustentava vendendo jeans e camisetas no bairro do Brás, em São Paulo. Com a pandemia, ficou sem renda e sem condições de se manter no Brasil. “A situação estava muito dura. Tive que voltar.”

Ele agora está na casa de um tio cumprindo a quarentena de 15 dias em Bogotá, obrigatória para todos que chegam ao país. As informações são de Folha de S. Paulo.


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