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Olá Navegantes! O assunto da nossa viagem de hoje é algo comum a cada um de nós. Com certeza você já se pegou dizendo: “Hoje eu tô estressada” ou “Hoje eu tô estressado”. Até mesmo as crianças já são familiarizadas com essa palavra. Mas nem sempre foi assim.

Na minha juventude quando lia a tradicional Revista Vida & Saúde da Casa Publicadora Brasileira e encontrava a palavra “stress”, ela era escrita dessa forma, entre aspas, em itálico e na língua inglesa. Ainda era considerado um neologismo e seu significado desconhecido para grande maioria da população.

Tá, mas o que de fato é o estresse então? Ele é a soma das respostas do seu corpo e da sua mente a determinados estímulos externos (estressores) a fim de que você supere determinadas exigências do ambiente. Ou seja, o estresse vem a ser o desgaste físico e mental causado por esse processo.

Concorda comigo que a sociedade tem sido cada vez mais exigente? Seja em relação à aparência, à maternidade e paternidade, trabalho, produtividade, estudos, tempo, entre outros (a lista é longa!). Se você prestar atenção, o ambiente social no qual estamos inseridos neste século é repleto de exigências e estímulos estressores. Temos que fazer muito mais coisas ao mesmo tempo e em menos tempo!

Com o advento das redes sociais, as pessoas começaram a se comparar umas com as outras, almejando obter o mesmo sucesso ou padrão que o outro e no mesmo ritmo. Aposto uma limonada numa tarde de verão que você já se pegou navegando em alguma rede social e se deparou com pessoas belíssimas, em lugares ainda mais belos vivendo suas vidas “perfeitas”.

E muitas vezes essa pessoa até mesmo tem a metade da sua idade! Mas isso já é assunto pra outra de nossas viagens.

Vou te contar uma coisa que é ainda é segredo pra muita gente: se você é exposto a estímulos estressores continuamente, isso vai desencadear em você ansiedade ou depressão ou o combo das duas e muitas outras outras comorbidades podem surgir a partir daí. Tudo é uma questão de tempo, ou será da falta dele?

Agora que você já entendeu o que é o estresse e o que ele pode causar, vamos lá descobrir como apagar alguns incêndios. Abaixo temos algumas (de muitas que não caberiam aqui) orientações e dicas de como diminuir ou evitar estímulos estressores.

  • Habitue-se a praticar caminhadas, sozinho ou com quem você gosta. Isso vai ajudar seu corpo e sua mente a lidarem melhor com a pressão que o estresse impõe sobre eles.
  • Controle adequadamente suas finanças. Este é um dos principais geradores de estresse, conflitos e divórcios.
  • Mantenha cada coisa em seu lugar. Seja organizado. Uma casa organizada reflete uma mente organizada e o contrário também é verdadeiro. (Aquela imagem da pia limpa que traz paz, saca?)
  • Esfrie, depois fale! Quando não puder controlar o comportamento das crianças ou de adultos, o melhor procedimento é aguardar e contaminar o ambiente com sua calma.
  • Mantenha seu foco no presente. Evite estacionar no passado ou ansiar o futuro. Ambos trazem sofrimentos desnecessários.
  • Retire a palavra “problema” de seu vocabulário, encare os desafios como “metas” a alcançar.
  • Coma direito. Tudo que a natureza te oferece. Não venha esperar uma vida relaxante e repleta de paz à base de alimentos que são estímulos estressores ao seu corpo. (Isso inclui principalmente o seu cérebro!) E sim, eu tô falando da Coca-Cola, e do Burguer King que você comeu na semana passada.

Fiquem de olho, alguns medicamentos podem desenvolver ou piorar os sintomas de estresse, como:

  • Medicamentos inaladores usados para tratar asma;
  • Medicamentos para tireoide;
  • Algumas pílulas dietéticas;
  • Alguns remédios para resfriado.
  • Produtos com cafeínacocaínaálcool e tabaco também podem provocar ou piorar os sintomas.

Desejo que a partir de hoje vocês, navegantes, possam viver uma vida cada vez mais tranquila, “só de bubuia” como se diz no nosso bom amazonês.

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (2014); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (2015); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


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