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Folha de S.Paulo – Três manifestantes foram mortos neste sábado (25) em Bagdá e no sul do Iraque durante confrontos com as forças de segurança, que atuaram para desalojar acampamentos.

Na sexta-feira (24), o líder xiita Moqtada Sadr organizou um grande protesto na capital para exigir a saída das tropas americanas do país.

Ele então anunciou que não apoiava mais o movimento de contestação, amplamente dominado pela juventude, que desde 1º de outubro exige profundas reformas políticas no país.

Na cidade portuária de Basra, no sul do Iraque, as forças de segurança dispersaram neste sábado manifestantes instalados em um acampamento improvisado. Suas tendas foram queimadas antes que funcionários municipais limpassem o local, de acordo com um jornalista da agência de notícias AFP.

Nas cidades de Hilla, Diwaniya, Kut e Amara, os correspondentes da AFP viram manifestantes desmontando suas tendas. 

Em Bagdá, as forças de segurança dispersaram mais manifestantes, principalmente na Praça Tayaran e na ponte al-Ahrar, anunciou o comando militar da capital.

Um manifestante foi morto e mais de 40 ficaram feridos na capital, de acordo com uma fonte médica. Dois outros morreram em Nassiriya, no sul do Iraque. 

Desde segunda-feira (20), os manifestantes bloqueavam a praça Tayaran, queimando pneus e erguendo barricadas, para pressionar o governo.

A ponte al-Ahrar, parcialmente ocupada desde o início do movimento, atravessa o rio Tigre e conecta o leste de Bagdá aos distritos do oeste, onde está localizada a Zona Verde, que abriga a sede das instituições governamentais e embaixadas, inclusive a dos Estados Unidos.

Esta ponte fica perto da praça Tahrir, um ponto de encontro para os protestos, onde milhares de manifestantes antigoverno se reuniram novamente na sexta-feira (24).

Os manifestantes disseram à AFP neste sábado (25) que ouviram tiros quando a polícia tentava afastá-los com bombas de fumaça. Uma fonte policial, no entanto, disse que os agentes não pretendiam esvaziar o local.

O sentimento antiamericano no Iraque aumentou desde o assassinato pelos Estados Unidos do general Qassim Suleimani, até então considerado o número 2 do regime iraniano, e de Abu Mehdi al-Mhandhandis, seu braço direto iraquiano, em 3 de janeiro, em Bagdá.

O líder xiita Moqtada Sadr, que lidera o maior bloco do Parlamento e controla vários ministérios ocupados por seus aliados, apoiou o movimento antigoverno em seus primeiros dias. 


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