Manifestantes correm de policiais em manifestação na frente do Conselho Legislativo em Hong Kong - 28/09/2019 (Athit Perawongmetha/Reuters)
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Dezenas de milhares de pessoas lembraram ontem (28), nas ruas de Hong Kong o quinto aniversário do fim da chamada Revolução dos Guarda-Chuvas, em um protesto pró-democrático que registrou enfrentamentos entre policiais e alguns manifestantes.

Minutos antes da hora prevista para o início de um comício de celebração no Tamar Park, às 19h (local, 8h de Brasília), já havia ataques contra os cordões dos policiais, que revidaram com gás de pimenta.

Além disso, centenas de manifestantes levantaram barricadas e bloquearam algumas das principais ruas da cidade. Ao final do ato de comemoração, a polícia recorreu ao uso de canhões de água para dispersar os mais violentos, que atiraram tijolos na direção das forças de segurança. “Radicais lançaram coquetéis molotov contra escritórios do governo”, denunciaram os policiais.

Por outro lado, na área do comício em si, os protestos foram pacíficos, feito por pessoas vestidas com roupas pretas, algo já tradicional no movimento pró-democrático.

O ato foi convocado pela Frente Civil de Direitos Humanos (CHRF), ONG responsável pelas maiores manifestações até o momento de oposição à já retirada proposta de lei de extradição que permitiria que cidadãos de Hong Kong fossem extraditados e processados judicialmente na China continental.

Em 2014, durante a Revolução dos Guarda-Chuvas, os manifestantes pediam a introdução do voto universal para escolher o chefe do Executivo local, uma das cinco reivindicações que o movimento pró-democrático carrega até hoje, e que incluem também uma investigação independente sobre a brutalidade policial e a anistia aos detidos, entre outras.

“Hoje é uma recordação de como a polícia é muito mais violenta e selvagem contra os manifestantes. Há exatamente cinco anos, dispararam 87 cartuchos de gás lacrimogêneo. Hoje, estamos em um dia sem o gás, quase que dá a sensação de ser pacífico demais para ser certo”, declarou a empresária de Hong Kong de 39 anos Sandy Man, que disse ter ido a quase todos os protestos dos últimos meses.

Nas redes sociais, os manifestantes convocam para novos protestos amanhã no Victoria Park para celebrar o Dia Mundial contra o Totalitarismo. Na próxima terça, enquanto será celebrado em grande estilo o 70º aniversário da fundação da República Popular na China continental, estão previstos novos atos da Frente Civil de Direitos Humanos em oposição ao autoritarismo do regime comunista.

(Com EFE)


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