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O último balanço financeiro do Corinthians apresentou um déficit recorde de R$ 177 milhões e uma dívida de R$ 665 milhões. A situação, nada confortável, se agravou com a paralisação do futebol devido a pandemia do coronavírus.

Pouco a pouco, a diretoria alvinegra vai tentando colocar a casa em ordem e, conforme apuração da Gazeta Esportiva, a esperança na cúpula é de que o cenário comece a melhorar a partir de julho.

Venda de atletas

Para começar, o Corinthians deve receber um valor em torno de R$ 110 milhões pela antecipação do dinheiro da venda de Pedrinho.

Outra quantia oriunda da negociação de um atleta foi possível graças a venda de André Luis ao Daejeon Hana Citizen, da Coréia do Sul. O martelo foi batido em 2,2 milhões de dólares, cerca de R$ 11 milhões. O Corinthians embolsará 50% do montante.

Ainda há a expectativa para a abertura das janelas europeias, que podem fazer com que sondagens se tornem propostas concretas por mais jogadores do elenco, principalmente dos mais novos, como Lucas Piton, Carlos e Mateus Vital.

Patrocínios novos

Além disso, o clube do Parque São Jorge está muito próximo de anunciar um novo patrocínio, que vai ocupar as mangas da camisa da equipe. A Gazeta Esportiva também revelou detalhes deste negócio.

Essa parceria com a empresa do ramo de apostas online vai elevar a receita em aproximadamente R$ 6 milhões, em comparação com o ganho que o clube obtinha antes, quando a Marjosports estampava sua marca no mesmo espaço do uniforme.

O clube também procura uma nova empresa interessada em divulgar sua marca na barra de trás da camisa, abaixo do número.

Cotas da TV

A retomada das competições também traz à diretoria do Corinthians um pouco de alívio. CBF, FPF e autoridades governamentais se mostram cada vez mais alinhadas e dispostas a encontrar uma maneira da bola rolar até agosto.

E esse ponto é importante porque a cota oriunda da TV será depositada em caráter retroativo. Ou seja, o Corinthians ainda tem por receber para terminar a primeira fase do Campeonato Paulista e pode aumentar essa receita, caso consiga a classificação às quartas de final.

O início do Campeonato Brasileiro também significaria dinheiro entrando no caixa em função dos contratos com a empresa responsável pela transmissão dos jogos.

Renegociação com parceiros

Com patrocinadores que cortaram ou diminuíram pagamentos, o Corinthians ainda vai sentar para conversar.

A princípio, as empresas vão retomar os depósitos combinados assim que as marcas voltarem a ser expostas, ou seja, imediatamente após o recomeço das competições.

E o que ficou para trás pode não ser perdido, pois há uma possibilidade considerável do calendário 2020 se estender, pelo menos, até fevereiro de 2021. Com isso, aquelas parcelas que o Corinthians deixou de receber em meio a quarentena podem ser recolhidas em um período que tinha como previsão férias e pré-temporada, mas que deve ser ocupado por jogos oficiais. Isso ainda está sob negociação.

Novo cenário

O Corinthians conta com o fluxo de caixa, praticamente paralisado neste momento, para quitar duas folhas de salário do elenco principal que estão atrasadas, além de diversos compromissos que o clube se viu sem condições de cumprir e que geraram ações judiciais, pedidos de penhora, bloqueios em contas e processos na Fifa. A intenção da diretoria é sentar para resolver a maior parte destas pendências antes de condenações e transtornos maiores, o que elevaria drasticamente os custos para o clube. (Gazeta Esportiva)


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