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Olá Navegantes!

A cada semana você aprende aqui com a gente de forma simples e acessível como cuidar da sua saúde mental e se isenta da “psicologia de botequim” ao apropriar-se de conhecimento científico aplicado à vida prática. Conhecimento este que te será muito útil e também às pessoas com as quais você convive. Então eu te convido a navegar na psicologia e fazer novas descobertas a cada semana.

Nossas próximas viagens serão pelos Transtornos do Neurodesenvolvimento, entre eles: Deficiências Intelectuais, Transtornos da Comunicação, Transtorno do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno Específico da Aprendizagem, Transtornos Motores e Transtornos de Tique.

 

Alguns dos transtornos acima você com certeza já ouviu falar. Mas talvez você não soubesse que esses transtornos são classificados como Transtornos do Neurodesenvolvimento e que surgem no período gestacional ou na infância, sendo muitas vezes identificados somente depois que se inicia a jornada escolar. Esses transtornos causam desde limitações por deficiências intelectuais até transtornos de aprendizagem.

Os Transtornos de Neurodesenvolvimento têm certa prevalência genética, ou seja, fatores hereditários contribuem para o seu aparecimento. Porém razões ambientais também contribuem para que surjam alterações ou fatores de risco que acontecem nos períodos iniciais do desenvolvimento, (incluindo a gestação) entre eles: exposição ao estresse, a toxinas, a determinados medicamentos, prejuízos no período perinatal, baixo peso ao nascimento e prematuridade.

Os transtornos de Neurodesenvolvimento tem predominância maior em meninos, mas podem ocorrer também em meninas. O início dos sintomas ocorre nos primeiros anos de vida e persistem ao longo de todo o desenvolvimento. Bom, foi necessária essa breve introdução para que se entenda que esses transtornos se apresentam ainda na fase do desenvolvimento, seja embrionária ou na primeira infância, e que o quanto antes eles sejam identificados, a criança pode ser devidamente acompanhada, e de forma singular, uma vez que o grau em que se apresenta o transtorno varia muito de um indivíduo para outro, um exemplo disso é o Transtorno do Espectro Autista.

Tão importante quanto receber o tratamento e acompanhamento profissional adequados é ter cuidado para não “rotular” a criança. Cada ser humano é único e todas suas potencialidades devem ser trabalhadas em direção ao seu pleno desenvolvimento de acordo com a sua realidade.

Cada indivíduo tem o seu tempo para adquirir e desenvolver suas habilidades, assim, uma criança demorar um pouco mais para falar que seu irmão mais velho, por exemplo, não necessariamente significa que ela possua algum transtorno do desenvolvimento. Por outro lado, achar que tudo é normal, que é fase, e que “num tem nada não, isso é falta é de peia” pode esconder uma dificuldade relacionada a um Transtorno do Neurodesenvolvimento.

E agora, você deve estar se perguntando, como fazer para não “pecar” pelo excesso e nem pela falta ou omissão. Permaneça conosco nessa jornada nas próximas semanas e aprenda a identificar situações em que se façam necessárias intervenções profissionais, com neuropediatras, neuropsicólogos, neuropsicopedagogos, entre outros. Te espero aqui na próxima semana, quando aprofundaremos nosso conhecimento sobre as Deficiências Intelectuais.

Até breve,

Syrsjane N. Cordeiro

Psicóloga pelo UNASP – SP, Especialista em Saúde Mental. Já atuou como psicóloga na prevenção e promoção de saúde na atenção básica (2014); na prevenção e promoção de saúde indígena no Alto Rio Solimões (2015); atuou também na área da assistência social, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


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