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Um total de 63 cursos profissionalizantes foram oferecidos pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) a apenados do sistema prisional do Amazonas durante o ano de 2019. Houve um aumento de 62% em comparação ao ano anterior, quando o número foi de 39 cursos. Esse quantitativo alcançou um total de 908 internos capacitados, enquanto que em 2018 foram 540.

Os cursos foram disponibilizados em parceria com as cogestoras Umanizzare Gestão Prisional, Embrasil Serviços e Reviver Administração Prisional Privada e também com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

Na visão do titular da Seap, coronel Vinícius Almeida, a secretaria dá um grande passo na ressocialização dos presos. “Além de dar uma nova profissão a eles, com os cursos profissionalizantes oferecidos, nós também estimulamos a fixação do aprendizado com o projeto ‘Trabalhando a Liberdade’, por meio do qual os apenados têm a oportunidade de pôr em prática o novo conhecimento adquirido, e ainda alcançamos o objetivo de reduzir os custos do Estado com o uso da mão de obra carcerária”, relembrou.

Os números do balanço de internos capacitados mostram que o índice de desistência é quase inexistente, o que deixa evidente o interesse dos mesmos nos cursos. Reeducandos dos regimes semiaberto, provisório e fechado tiveram a oportunidade de escolher entre diversas opções de aprendizado.

Cursos de qualificação – Instalação e Manutenção de Condicionador de Ar, Barbeiro, Pedreiro, Eletricista Predial, Pintor, Soldador, Panificação, Corte e Costura, Maquiagem, Corte de Cabelo e Escova, Design de Sobrancelha e Confeitaria são alguns dos cursos que foram disponibilizados e que contribuíram para dar aos apenados acesso ao mercado de trabalho, quando liberados pela justiça.

É o caso de Luís* (nome fictício), que cumpre pena em regime semiaberto. Ele já havia participado do curso de refrigeração oferecido pela Seap e, para complementar a formação, realizou há pouco tempo o de eletricista predial. “Com o primeiro curso que eu fiz, muitas portas já se abriram para mim. Acredito que agora eu terei ainda mais oportunidades de melhorar de vida, então só tenho a agradecer esse incentivo”, afirmou.

Para a gerente técnica corporativa da cogestora Umanizzare, Sheryde Karoline, “esses cursos são uma janela de oportunidades para essa população que, em sua maioria, é de jovens entre 18 e 24 anos, com apenas o Ensino Fundamental incompleto. É por meio da capacitação que eles conseguem mudar suas perspectivas de uma vida melhor”, enfatizou.

Qualificação diferenciada – Karoline lembrou ainda que os cursos oferecidos ao público feminino têm um perfil de qualificação diferenciada. A maioria é voltada para a área de imagem e pessoal, que é uma das que mais crescem no Brasil. Um dos propósitos da qualificação é trazer autonomia e independência a essas mulheres.

A chefe do Departamento de Reintegração Social e Capacitação (Deresc) da Seap, Keyla Prado, avalia que os cursos são de grande valor para um crescimento profissional com qualidade de ensino. “Os apenados aprendem técnicas e colocam na prática as teorias aplicadas. Alguns até já têm alguma noção do serviço, mas o aprendizado teórico e prático com certificado traz qualificação especializada e agrega valor ao currículo deles”, pontuou Keyla.


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