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“Vão-se os anéis e ficam os dedos”. Pois é.

Nada, absolutamente nada, nem mesmo as mais furiosas tormentas que sacudiram a confiabilidade da segurança do sistema penitenciário de Manaus não foram suficientes para desmontar o poder político da Umanizzare Gestão Prisional Privada.

Abalos houveram, mas não passaram de um simples “tremor de terra” – um pequeno sismo na escala de Richter.

Vários governos se passaram – Omar Aziz, José Melo, Amazonino Mendes – e a Umanizzare, aquela que “assistiu de camarote” às piores chacinas da história penitenciária do Amazonas, mantém-se firme e forte; livre e fagueira a merecer, com fogos e serpentinas, o afago do poder, agora sob os auspícios de Wilson Lima, governador do Amazonas.

Com atrasos de até sete meses no pagamento às empresas gestoras da Saúde no Amazonas, o governo do Estado prioriza repasses para a administração de presídios, como apontam os dados do Portal Transparência da Secretaria de Fazenda (Sefaz).

De 2 de janeiro a 2 de setembro deste ano, a Sefaz tem sido zelosa e vigilante para não descuidar o bom tratamento dispensado à Umanizzare.

Pressurosa por não desagradar “a queridinha do governo”, a Sefaz nesse período não esqueceu dos pagamentos pelos “bons” serviços da Umanizzare; e eles são efetuados rigorosamente em dia!

Vejam que bonitinho, não é mesmo?

Enquanto o governo do estado escancara despudoradamente os cofres do erário e bamburra os bolsos estufados da Umanizare, as cooperativas médicas vivem às mínguas, de pires nas mãos à beira da insolvência financeira.
 
À título de ilustração, nos últimos nove meses, de janeiro à setembro, o governo do Estado deixou de repassar R$ 104.604.047,00 para as duas administradoras do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Rinaldi Abdel Aziz.  

Olha só que bonitinho. Não seria uma contradição?

De acordo com o censo penitenciário, no estado existem 10,1 mil detentos – parte deles atendido pela Umanizzare.

Na outra ponta, as duas administradoras cobrem cerca de 500 mil habitantes somente na zona Norte de Manaus.

Basta uma olhadela no site da Sefaz para confirmar.

Tem que pagar a Umanizare? Claro que tem. O que não pode é ser bonzinho apenas com a Umanizare, tem que pagar de “bico” caladinho a todas prestadoras de serviço e ponto.

O Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), contratado em março pelo vice-governador Carlos Almeida, à época era secretário de Saúde, está com três últimas faturas enfiadas no preto.

E o governo… bom este não está nem aí e que se lixe a saúde.

Por enquanto, o calote é de R$35.260.297,20. O contrato mensal do INDSH é de R$ 8.451.349,00.

Situação não menos indigesta é enfrentada pelo Consórcio Zona Norte Engenharia, Manutenção e Gestão de Serviço S.A. Desde janeiro recebeu uma única parcela, ou seja, a de janeiro.

O restante continua enfiado no prego no aguardo do bom humor de Wilson Lima que só tem olhos para a Umanizzare Gestão Prisional Privada. O total do calote aplicado no Consórcio Zona Norte é de R$ 79,250 milhões.

Governo já pagou R$ 1,077 bilhão para fornecedores e prestadores de serviços da saúde

Os fornecedores e prestadores de serviços da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) já receberam, de janeiro a agosto de 2019, o total de R$ 1.077.287.929,27 do Governo do Amazonas. Desse montante, R$ 255.804.790,19 foram para quitar dívidas de 2018, deixadas pelo governo anterior. Somente do Hospital e Pronto Socorro da Zona Norte Delphina Aziz, a atual administração encontrou oito meses de 2018 em aberto; desses já quitou cinco meses de dívidas herdadas.

Fato Amazônico com informações da Agência Am1/D24am

 


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