A deputada Alessandra Campêlo (MDB), preside Seminário de sua autoria, A Lei é para Todas: Aplicação da Maria da Penha do ponto de vista do Feminismo Interseccional.(Fotos: Edmar Perrone/Aleam)
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A presidente da Comissão da Mulher, da Família e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), defendeu a criação de campanhas educativas de combate ao feminicídio no Estado. O pronunciamento aconteceu ontem (21), um dia após a notícia de mais um feminicídio em Manaus – a caixa de supermercado Aline Pâmela Teixeira Machado, 26, morta a pauladas pelo “companheiro”, no bairro da Cidade Nova, Zona Norte.

“Ela foi assassinada simplesmente por ser mulher, por ter sido companheira de alguém. Obviamente nenhum crime é aceitável, nenhum assassinato é aceitável, mas alguém morrer só porque é mulher? Nós não podemos aceitar isso, senhores!”, disse Alessandra, chamando em seguida os parlamentares para uma reflexão em torno do tema.

Este mês a Lei Maria da Penha completou 13 anos de sanção. A deputada considera a legislação um marco na defesa das mulheres do País, no entanto, propôs ações mais efetivas e políticas públicas para evitar novas vítimas e o aumento das estatísticas.

“A gente não pode ver com normalidade esse tipo de crime, então por isso cada dia é mais importante que a gente aprove leis mais severas, que a gente aprove campanhas que eduquem as crianças para que elas cresçam sabendo que isso é um crime bárbaro, isso é um crime hediondo. É um absurdo a mulher ter que ter medo de viver, de andar na rua, de conversar ou de se relacionar simplesmente porque é mulher”, enfatizou a vice-presidente da Assembleia.

Alessandra finalizou seu discurso informando que a Comissão da Mulher do Poder Legislativo Estadual vai acompanhar todo o andamento do processo contra Ricardo Silva da Costa, 26, que foi preso suspeito de cometer o feminicídio.


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