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O deputado amazonense Pablo Souza (PSL), ou simplesmente delegado Pablo, depois de engrossar as fileiras do deputado Waldir Soares e se opor às pretensões do presidente Jair Bolsonaro de emplacar o filho dele, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), como líder da legenda na Câmara dos Deputados, deu meia volta e, de fininho, bateu em retirada.

Na terça-feira, 22, véspera do dia de Flamengo e Grêmio, disputa a semifinal da Libertadores, Delegado Pablo aparece em gravação de vídeo postado nas redes sociais ao lado de Eduardo Bolsonaro, agora líder do PSL e, com um sorriso pra lá de amarelo, tenta justificar porque debandou para o outro lado.

Sorridente, delegado Pablo tenta passar uma leve brisa de segurança aos seus seguidores e não seguidores das redes sociais só que não vingou.

Já nas das primeiras palavras, gaguejou.

E o que disse o delegado deputado?

Praticamente nada. Limitou-se a dizer que o partido dele é o Brasil e que está bem forte.

Será isso mesmo?

Quem conheceu o ex-governador do Amazonas, o saudoso professor de Direito, Paulo Pinto Nery, sabe exatamente o que ele diria, com todos os ERES, para as desculpas um tanto desajeitadas, claudicantes, portanto, do delegado deputado:

“Poderrrrr é poderrrrrr”. Não é mesmo, Robério Braga.

A história está recheada de exemplos dos trânsfugas convictos ou de ocasião.

Nonato Oliveira, um dos poucos políticos a ameaçar a trajetória de Amazonino Mendes, é exemplo vivo de que descambar nem sempre é a melhor saída na política.

Cooptado pelo “velho comunista”, Nonato se deu mal, fez de tudo o que pôde – fez promessa com Deus e o diabo e até macumba com galinha preta e vela de sete dias para retornar à política mas nunca mais voltou.

Outro exemplo?

Cooptado, também, pelo velho comunista, o ex-vereador Antônio Lima (PCdoB) à época não conseguiu mais decolar na política e morreu ainda muito jovem com câncer na próstata e trabalhou como segurança da Câmara Municipal de Manaus.

Em política não é permitido errar.

contabilizá-los sinônimo de “morte antecipada.


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