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O deputado Marcelo Ramos (PL-AM), relator do projeto de lei sobre a regularização fundiária, disse que não aceitará as mudanças propostas pelo governo em seu texto. O projeto foi retirado da pauta de votação do Plenário.

Marcelo Ramos divulgou a seguinte nota:

“Sobre a retirada de pauta do PL da Regularização Fundiária (PL 2633/20), reitero que construí um acordo com vários segmentos da sociedade. No entanto, alguns setores do governo desejam um projeto mais flexível e com limites maiores. Não tenho como avalizar isso, razão pela qual não aceitarei mudança no meu relatório, porque tenho compromisso com a garantia de titulação, crédito e adesão a programas governamentais aos pequenos produtores e agricultores familiares, com proteção ao meio ambiente e travas à grilagem. Como amazonense, não posso me afastar disso.”

Entre as mudanças desejadas pelo governo estão o aumento do limite de 6 módulos fiscais para que as terras sejam regularizadas. Também há pressão para que o texto beneficie os proprietários que estavam nas propriedades até 2014, e não 2008, como estabelece o projeto.

A medida provisória que definia novas regras para a regularização fundiária no Brasil (MP 910/2019), saiu da pauta do Congresso Nacional. Por acordo entre os líderes, ela foi substituída por um projeto de lei (PL 2633/2020) de teor semelhante.

A matéria tem como relator o deputado Marcelo Ramos e  como base o texto do relator da MP na Câmara, Zé Silva (Solidariedade-MG). Ramos tem o desafio de equilibrar o texto, entre os interesses de ambientalistas e ruralistas.


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