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No momento em que milhares de alunos estão em casa, de “férias não programadas” por causa do Covid-19, será que a educação presencial ainda terá prevalência sobre a educação a distância? Como a escola pode adotar a educação a distância (EaD) sem perder a qualidade do processo de ensino e aprendizagem? Será que os professores estão preparados para ministrar aulas na modalidade de EaD?

Por hora temos muitas perguntas e poucas respostas. No entanto, pensamos que com o avanço da tecnologia, e com a recomendação do isolamento social por causa da pandemia do coronavírus, é plenamente possível dizer que a educação a distância possa assumir à dianteira desse processo. Mas o que diz a lei sobre a educação à distância?

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), número 9.394/1996, lei que rege a educação no país, no Artigo 80, define de forma clara os critérios iniciais da educação à distância, afirmando que: “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”.

Em conformidade com essa lei, o Ministério da Educação (MEC) autorizou essa semana o ensino à distância em cursos presenciais como medida para amenizar os prejuízos da pandemia do coronavírus. Com isso, vários governadores e prefeitos do país anunciaram o retorno das aulas na modalidade de ensino à distância. A pergunta que não quer calar é a seguinte: será que os professores estão preparados para ministrar aulas na modalidade de EaD?

Educação a distância é uma modalidade de educação mediada por tecnologias em que professores e alunos estão separados, ou seja, não estão fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem. Nesta modalidade de ensino o aluno tem a capacidade de gerenciar seu próprio aprendizado, ele possui uma grande autonomia para estudar e “assistir” as aulas de acordo com seu tempo disponível.

Atualmente os professores, e eu sou um deles, não estão preparados para ministrar aulas em EaD. Não que eles não queiram, ou que eles não conseguem, é que eles não foram preparados para essa realidade. A maioria deles, assim como eu, veem o mundo virtual apenas como meio de entretenimento e não como ferramenta de trabalho. Com efeito, essa realidade precisa mudar. O professor precisa virar esse jogo e começar a ser mais participativo no mundo virtual.

Como atualmente o mercado de trabalho é muito dinâmico, isto é, antigas profissões são deixadas de lado e novas surgem a todo o momento, se o professor não ficar atento e não se atualizar nas ferramentas tecnológicas, muitos perderam seus empregos. Por isso, é importante que o professor fique “plugado” no mundo tecnológico.

Para que essa inserção do professor no mundo virtual aconteça é preciso paciência e ajuda de todos. A maioria dos professores de hoje são professores de educação presencial e não de educação à distância.

Por fim, para que o professor ministre uma boa aula em EaD é preciso que ele estude, faça cursos, não tenha medo da tecnologia, torne-se descolado, dinâmico, jovem. E quem é capaz de tal missão? Sinceramente, nem sempre missão dada é missão cumprida!

Luís Lemos

Filósofo, professor universitário e palestrante. Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2011), O homem religioso – A jornada do ser humano em busca de Deus (2016); Jesus e Ajuricaba na Terra das Amazonas: Histórias do Universo Amazônico (2019). Fone: 988236521. E-mail: [email protected]


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