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Iranduba – Na próxima segunda-feira (3), cerca de 290 crianças que estudam na Escola Municipal Bom Jesus, da rede escolar de Iranduba, localizada no quilômetro 22 da Rodovia Manoel Urbano (Am 070) – Manaus/Manacapuru, não poderão entrar no estabelecimento de ensino que funcionava há 12 anos na propriedade de Alcides de Miranda Barros Filho. O dono do imóvel, dia 16 de dezembro do ano passado, oficiou o secretário de Educação do município, Paulo Bandeira e o prefeito Xinaik Medeiros, do término de vigência do contrato e de que não havia mais interesse em alugar o prédio, dando a Prefeitura o benefício de exercer o direito de compra, mas sem resposta das autoridades municipais, ele vendeu o imóvel.

O proprietário alegou vários motivos para tal decisão como os constantes atrasos de meses no pagamento do aluguel por parte da Prefeitura e o valor irrisório do aluguel, R$ 5.500,00 já com os descontos de pagamento de encargos tributários, por uma propriedade com 18 cômodos e demais benfeitorias como campo de futebol, e sem que a Prefeitura, apesar de ter se responsabilizado, jamais tenha pago o consumo de energia elétrica do local.

Na entrada tem escrito sejam bem vindos, mas não deve ser o que vai ocorrer na segunda

Mas o prefeito, Xinaik Medeiros (PTB) que gastou na festa de final do ano cerca de R$ 600 mil, até ontem não tinha procurado o proprietário do imóvel para resolver o impasse que poderá acabar com cerca de 290 crianças longe da escola.

O secretário de Educação, Paulo Bandeira, esteve reunido com a diretora da escola Therezinha Amaral e as professores, professores e funcionários e disse que todos poderiam continuam indo trabalhar normalmente. Mas ele se quer procurou o proprietário para resolver o problema. Só que ao chegarem no local, o imóvel estava com correntes e cadeados.

Diante da falta de interesse da secretaria de Educação, que não se manifestou até a semana passada, o proprietário do imóvel vendeu a propriedade. “O secretário e o prefeito não tratam a educação como prioridade. Por que não resolveram isso antes? A questão é que eles acham que podem tudo, até mesmo mandar no que não é deles, ou será que pretendem chegar de última hora e mandar entrar no prédio, fazer o que eles quiserem e não vai acontecer nada. Mas, assim como qualquer outra pessoa, eles têm que cumprir a Lei e respeitar os direitos de quem é dono do imóvel”, reclama o atual proprietário, Antônio Maia.

Estado precário

Há 12 anos alugado para a prefeitura de Iranduba, o prédio onde funcionava a Escola Bom Jesus, estudam cerca de 290 crianças, da pré-escola ao 9° ano do ensino fundamental estando o imóvel em precário estado de conservação.

A prefeitura nos 12 anos de uso do prédio se quer cuidou de forrar as salas de aulas, hoje completamente acabadas por falta de manutenção do poder público, que gasta dinheiro em uma festa de fim de ano e não cuida da escola de crianças que usam um banheiro que se quer o vaso sanitário não tem tampas e bebem água sem nenhum tratamento em um bebedouro de torneiras quebradas.

O bebedouro está destruído, o estado do banheiro é precário e o vaso sanitário não tem tampa

A falta de manutenção da escola pode ser vista nas paredes das salas de aula onde estudam alunos do ensino médio, sem nenhuma pintura há anos e destruídas, com o mato que toma conta do local, onde os alunos, de acordo com professores, estão cansados de encontrar cobras.

“Como as salas nunca foram forradas, os alunos já viram cobras descendo pelas paredes”, disse uma funcionária, que há nos trabalha na escola, mas terá o nome preservado para evitar represália do secretário.

Caso no Ministério Público

O caso foi parar no Ministério Público da cidade, onde foi protocolado ontem (30), denúncia contra a Prefeitura por não ter cumprido prazos e agora está agir ao arrepio das normas legais, segundo o proprietário do imóvel.

O promotor de Justiça, Carlos José Alves Araújo, diz que pretende intermediar um acordo entre as partes já que existe um interesse coletivo, mas há também um interesse individual que é o direito de posse sobre a propriedade.

O impasse está criado porque, de um lado, o secretário Paulo Bandeira, diz que a propriedade será aberta de qualquer jeito na segunda-feira, mesmo a contragosto do proprietário, que pretende não arredar o pé de seus direitos.

“Ele e o prefeito, de forma irresponsável não resolveram a situação e agora estão querendo arrumar um bode expiatório para levar a pecha de vilão nessa história. Mas, isso não vai ficar assim”, garante Antônio Maia.


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