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Adaptação é a palavra-chave para muitas empresas diante da crise do novo coronavírus (covid-19). Os comércios se viram obrigados a remodelar seus sistemas de vendas para abrangerem um públicos não físico, o que impulsionou e acendeu a ascensão dos e-commerces.

Segundo dados coletados pela consultoria Conversion, em um pesquisa realizadas com os 200 maiores sites de vendas virtuais do país, o e-commerce no Brasil alcançou, no último mês, a marca de 1,29 bilhões de acessos, crescendo em média 25% comparado ao  mês anterior.

Entre as empresas mais afetadas, está a Via Varejo, comércio varejista brasileiro responsável por redes como Casas Bahia e Pontofrio, que mostrou resultados surpreendentes esta semana. Com quase 80% de suas lojas fechadas no 2º trimestre do ano, a companhia revelou um volume bruto vendido nas operações online de R$ 5,08 bilhões, representando quase 70% das vendas no período.

De acordo com Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, esse é um ótimo resultado para a empresa e evidencia que ela melhorou bastante em relação ao que vinha fazendo nos últimos tempos.

“4 anos atrás, a Via Varejo estava ameaçada de ir a falência de acordo com muitas pessoas do mercado. A empresa tem boa parte do lucro do seu negócio no presencial, mas por conta da pandemia, teve que ficar com as lojas fechadas durante o começo do trimestre, pagando por esse prejuízo. Porém, mesmo com a margem operacional extremamente prejudicada, eles tiveram um desempenho significativo que chamou a atenção da Bolsa. As lojas físicas só conseguiram 30% de participação nas vendas, o resto foi tudo online. Isso mostra que a empresa mudou quase que completamente, tornando-se extremamente diversificada graças ao investimento e integração do seu serviço de e-commerce”, afirma.

Para Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, todas as empresas que estão investindo em tecnologia e no mundo online merecem atenção dos investidores.

“Se a gente olhar para as principais empresas do mundo no mundo atual, elas são do setor de e-commerce. A pandemia apenas acelerou um processo que talvez seria um pouco mais moroso aqui no Brasil, mas também criou um alerta para todas as organizações de que elas também precisam se adequar e apostar no futuro que já estamos vendo lá fora”, completa.


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