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Brasília – Depois do vexame da última terça-feira, a Seleção Brasileira voltou a campo neste sábado (12), em clima melancólico, para disputar o terceiro lugar da Copa com a Holanda. No Mané Garrincha, viu-se “mais do mesmo”. Jogadores brasileiros desorganizados em campo, sem criar jogadas e errando muito. O resultado foi o puro reflexo disso. Um 3 a 0 tranquilo para os holandeses.

O Brasil foi para a partida com algumas mudanças em relação à goleada para a Alemanha. Maxwell substituiu Marcelo, na lateral-esquerda. Jô entrou para a vaga de Fred. Ramires e Willian também começaram jogando.

Mas não deu nem tempo de avaliar as alterações. Logo no primeiro minuto, Thiago Silva puxou Robben fora da área, mas o juiz marcou pênalti. Van Persie cobrou sem chances para Julio César e abriu o placar para a Holanda.

Mesmo sem Sneijder, que se lesionou durante o aquecimento, os holandeses atacavam com sua principal característica: a velocidade. O Brasil tentava responder principalmente com jogadas pelas laterais, cruzando na área. Mas a Seleção estava desorganizada em campo.

A desorganização se refletiu no placar. Aos 17 minutos, Guzmán cruzou da direita para a área. David Luiz cortou mal de cabeça e a bola sobrou para Blind, que chutou no canto superior esquerdo – 2 a 0.

O Brasil seguiu sem oferecer perigo à Holanda. Sem muita tática, não criava boas jogadas e errava passes. Quem mais aparecia era Maicon, tentando algo pela direita.

A partir dos 35 minutos, a Seleção melhorou na partida e passou a atacar mais. Aos 38′, quase chegou ao gol quando Oscar cruzou para a área, em cobrança de falta. A bola passou perigosamente por todos na área, mas ninguém conseguiu colocar o pé. O primeiro tempo seguiu sem grandes lances. Vaiada, a Seleção foi para o intervalo.

Para o segundo tempo, Felipão trocou Luiz Gustavo por Fernandinho. Com 10 minutos, o técnico brasileiro mexeu outra vez. Tirou Paulinho e colocou Luiz Gustavo no jogo.

Aos 13′, o Brasil quase chegou ao primeiro gol. Ramires recebeu de Oscar, carregou até a entrada da área e arriscou. A bola passou rasteira, à esquerda do gol de Cillessen.

A equipe brasileira melhorou, em relação ao que se viu na primeira etapa. Equilibrou um pouco mais o meio-campo, tinha mais posse de bola, mas não chegava com efetividade ao gol holandês. Com 27′, a última alteração do Brasil: Ramires deu lugar a Hulk. Ele entrou com vontade na partida, participou de algumas jogadas, mas parou na péssima finalização.

A Holanda, ao contrário do Brasil, era um exemplo de competência. Jogava sem muito esforço e quando acelerava chegava ao gol. Foi assim mais uma vez aos 46 minutos, já nos acréscimos. Janmaat cruzou para a área e Wijnaldum, com muito espaço, finalizou para as redes, fechando o placar do Mané Garrincha em 3 a 0.

Vitória tranquila da Holanda e fim melancólico para a Seleção Brasileira, que se despede da Copa em casa com um triste quarto lugar.


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