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Candidatos sem voto conseguiram a proeza de sair habilitados para assumir o posto de conselheiro tutelar do Distrito Federal na eleição disputada no domingo (06/10/2019). Segundo o resultado preliminar do sufrágio, 13 participantes tiveram votação zero, mas ingressaram na lista de aptos ao cargo que lida com a proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Ou seja, nem mesmo os próprios aspirantes aos postos se deram ao trabalho de ir às urnas votar em si mesmos, mas continuaram no jogo. As informações são de Metrópoles.

O resultado eleitoral, no mínimo pitoresco, despertou piadas e críticas nas redes sociais desde o momento em que o Governo do DF divulgou o resultado. O título da nota colocou ainda mais lenha fogueira: “Divulgada lista de eleitos para o Conselho Tutelar”. O pleito definiu os nomes 200 conselheiros a partir dos votos de 155.609 brasilienses. A disputa teve 800 candidaturas.

No entanto, segundo o secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha, os 13 habilitados sem votos não tomarão posse como conselheiros tutelares. De acordo com o gestor, responsável pela eleição, a primeira planilha publicada pelo GDF ainda na noite de domingo (06/10/2019) era espelho das urnas, ou seja, o resultado bruto da votação.

“Nenhum destes candidatos está eleito. O resultado definitivo será publicado dentro do prazo de 5 dias. Quando sair, estes nomes não estarão presentes entre os conselheiros eleitos”, sublinhou. O período corresponde ao tempo necessário para apresentação e análise de eventuais recursos e demais questionamentos contra a eleição.

Deixando episódios fora do curva da normalidade de lado, após a divulgação dos nomes realmente eleitos, o GDF pretende priorizar o investimento em infraestrutura dos postos de atendimentos dos conselheiros. Atualmente, grande parte dos locais apresenta graves problemas estruturais. Pelas contas do secretário, é necessário o investimento de R$ 40 milhões para adequar todas as instalações.

“Essa questão está no nosso plano plurianual. Para este ano, não teremos recursos, mas essa é uma prioridade”, argumentou. Além de recursos do Palácio do Buriti, o secretário busca o apoio de emendas parlamentares para começar as reformas em 2020.

Eleições tranquilas

Segundo Gustavo Rocha, as eleições foram tranquilas e contaram com a fiscalização do Ministério Público. O sufrágio teve 148 pontos de votação em todas as regiões administrativas. Os eleitos na defesa e promoção dos direitos de crianças e adolescentes terão mandato entre 2020 e 2023.


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