Em abril do ano passado Átila Lins assinou ficha de filiação à legenda na presença de Ciro Nogueira, presidente do Diretório Nacional do PP (Foto Divulgação)
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Em reunião à portas fechadas no dia 12 de março deste ano, na sede do Partido Progressista (PP), o médico e empresário Francisco Rodrigues Garcia comunicou oficialmente a sua saída da presidência do Diretório Estadual da sigla partidária.

Garcia informou ainda que o deputado federal Átila Lins seria o novo presidente.

Passados quase 90 dias, entretanto, Chico Garcia continua no comando do diretório e Átila Lins, fora – fato que pode culminar em intervenção da executiva nacional, conforme apurou o Fato Amazônico.

Insatisfeito com a postura de Chico Garcia, o presidente nacional da agremiação partidária senador Ciro Nogueira, teria declarado  a intervenção no Diretório Estadual e nomeado Átila Lins presidente de uma Comissão Provisória.

Átila Lins deixou o PSD, do senador Omar Aziz, após sete anos de filiação.

Átila e o seu irmão, Belarmino Lins, que estavam sem partido, desde que se desfiliaram do PROS, se filiaram aos Progressistas.

Diante das bênçãos de Ciro Nogueira, os Lins começaram a manobra para assumir o partido, que há 10 anos era comando por Francisco Garcia.

Garcia teria tentado por 90 dias não perder o partido comandado por ele e a filha ex-deputada federal Rebecca Garcia, mas a luta não teve êxito.

De acordo com fontes do Fato Amazônico, Átila Lins aguardava desde abril tomar posse na direção do partido, mas com a demora do secretário-geral do PP, Walter Sipelli, de repassar a prestação de contas, o deputado, apesar de negar, teria voltado a conversar com Ciro Nogueira, que resolveu fazer a intervenção  e entregar a sigla de vez aos Lins.

A fonte disse ainda que Átila Lins chegou a procurar Francisco Garcia para dizer que não tinha interesse em comandar o partido, mas o senador Ciro Nogueira teria insistido que ele seria o presidente.

Derrotas nas últimas eleições

De acordo com as fontes, a articulação para que Átila Lins assumisse o comando do PP no Amazonas contou com uma “mãozinha” de um senador amazonense que tratou com o conversou com Ciro Nogueira sobre a mudança no comando do partido.

O senador amazonense teria mostrado a Ciro Nogueira que o PP no Amazonas estava perdendo muito no comando da família Garcia. E citou perdas, como a ida da ex-deputada federal Conceição Sampaio para o PSDB, do prefeito Arthur Virgílio Neto e, ainda, três derrotas de Rebecca Garcia nas disputas ao governo do estado, em 2014 com Eduardo Braga, em 2017 ao lado de David Almeida e em 2018 com Amazonino Mendes.


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