O senador Ciro Nogueira, presidente da Executiva Nacional nomeou Átila Lins, presidente da Comissão do PP no Amazonas (Foto Divulgação)
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O deputado federal Átila Lins desde a quinta-feira (4) foi nomeado presidente da Comissão Provisória do PP no Amazonas até dia 30 de dezembro deste ano. Até ser nomeado  presidente da sigla partidária, o empresário Francisco Garcia comandava o PP havia 10 anos. A nomeação, assinada pelo presidente do partido, senador Ciro Nogueira, começou a valer desde 4 de julho de 2019.

Além de Átila Lins, Ciro Nogueira nomeou, também, 14 membros para comporem a comissão. O deputado Belarmino Lins, por exemplo, que figura entre os 14 membros, será o secretário-geral do partido no lugar de Walter Sipelli.

Ainda compõe a Comissão do PP no Amazonas, os deputados estaduais Álvaro Campelo e Dermilson Chagas e mais a deputada mais votada do pleito de 2018, Mayara Pinheira.

O primeiro ato de Átila Lins no comando do PP no Amazonas será nesta sexta-feira, na sede do partido localizada no bairro do Parque 10 de Novembro, quando ele anunciará novas diretrizes do partido no estado.

De acordo com fontes do Fato Amazônico, depois de assumir a Comissão do PP no Estado, Átila Lins  teria convidado Chiquinho Garcia para assumir o Diretório Municipal da Legenda, mas a resposta do empresário foi direta: “Átila entra por uma porta, eu saio pela outra”.

Intervenção

Há mais de 90 dias, Francisco Garcia informou ainda que o deputado federal Átila Lins seria o novo presidente do PP no Amazonas, mas, entretanto, Chico Garcia continua no comando do diretório e Átila Lins, fora – fato que culminou em intervenção da Executiva Nacional, conforme informou no mês passado o Fato Amazônico.

Insatisfeito com a postura de Chico Garcia, o presidente nacional da agremiação partidária senador Ciro Nogueira, na quinta-feira (4) declarou a intervenção no Diretório Estadual e nomeou Átila Lins presidente de uma Comissão Provisória.

Átila Lins deixou o PSD, do senador Omar Aziz, após sete anos de filiação.

Átila e o seu irmão, Belarmino Lins, que estavam sem partido, desde que se desfiliaram do PROS, se filiaram aos Progressistas.

Diante das bênçãos de Ciro Nogueira, os Lins começaram a manobra para assumir o partido, que há 10 anos era comando por Francisco Garcia.

Garcia teria tentado por 90 dias não perder o partido comandado por ele e a filha ex-deputada federal Rebecca Garcia, mas a luta não teve êxito.

De acordo com fontes do Fato Amazônico, Átila Lins aguardava desde abril tomar posse na direção do partido, mas com a demora do secretário-geral do PP, Walter Sipelli, de repassar a prestação de contas, o deputado, apesar de negar, teria voltado a conversar com Ciro Nogueira, que resolveu fazer a intervenção  e entregar a sigla de vez aos Lins.

A fonte disse ainda que Átila Lins chegou a procurar Francisco Garcia para dizer que não tinha interesse em comandar o partido, mas o senador Ciro Nogueira teria insistido que ele seria o presidente.

Átila contou com uma “mãozinha”

De acordo com as fontes, a articulação para que Átila Lins assumisse o comando do PP no Amazonas contou com uma “mãozinha” de um senador amazonense que tratou com o conversou com Ciro Nogueira sobre a mudança no comando do partido.

O senador amazonense teria mostrado a Ciro Nogueira que o PP no Amazonas estava perdendo muito no comando da família Garcia. E citou perdas, como a ida da ex-deputada federal Conceição Sampaio para o PSDB, do prefeito Arthur Virgílio Neto e, ainda, três derrotas de Rebecca Garcia nas disputas ao governo do estado, em 2014 com Eduardo Braga, em 2017 ao lado de David Almeida e em 2018 com Amazonino Mendes.


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