Foto: Marcelo Casall
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O dólar abriu em queda nesta quinta-feira, 21, em meio a uma atuação sem direção única da moeda americana frente a outras moedas de países emergentes. Os mercados internacionais são pautados, principalmente, pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e China, em meio à pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19.

A variação na abertura do dólar foi de cerca de 0,2%, cotado a R$ 5,70. Nesta semana, a tendência para o valor da moeda estrangeira em território nacional vem sendo de queda. Há menos de uma semana, o câmbio chegou a atingir o novo recorde nominal, R$ 5,9718, sem descontar a inflação. No início do ano, a moeda americana custava algo em torno de R$ 4. Isso significa que já há um acumulo de valorização superior a 40%.

Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast, o dólar turismo é negociado próximo de R$ 6. 

O mercado de câmbio deve precificar a sinalização do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que pode elevar as atuações no câmbio, se for necessário, o que deve inibir operações especulativas, favorecendo uma queda ante o real.

Lá fora, o índice DXY perdeu força e oscilava na estabilidade há pouco, enquanto o dólar mostra sinais mistos ante outras divisas emergentes, em meio à cautela com o noticiário sobre o coronavírus e as persistentes tensões entre EUA e China. Há expectativas ainda sobre os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (9h30) e a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em evento virtual (15h30).

Mercados internacionais 

As principais Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, 21, com investidores atentos ao noticiário sobre o coronavírus e receosos com persistentes tensões entre Estados Unidos e China. O apetite por risco é limitado pelo clima negativo entre as duas maiores economias do mundo, após repetidas críticas do presidente americano, Donald Trump, pela forma como Pequim tem lidado com o coronavírus. Na quarta-feira, 20, Trump voltou a culpar os chineses pela pandemia. “Foi a incompetência da China, e nada mais, que causou esse massacre em todo o mundo”, afirmou o presidente em sua conta oficial no Twitter.  (Estadão)


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